Este veículo anfíbio da empresa monegasca Venturi Automobiles deve começar a funcionar em março de 2019 no Grande Norte do Canadá, na região de Telegraph Creek, onde serão realizados os primeiros testes técnicos.

"Quando visitei 20 estações de investigação científicas em 2009 na Antártida, dei conta de que não contavam com veículos limpos para se deslocar, transportar materiais e, inclusive, para percorrer pequenas distâncias. Ninguém havia pensado nisso", explicou na sexta-feira à AFP o príncipe Albert II.

"É um mercado muito concreto, mas se chegarmos a fabricar veículos elétricos utilitários, sólidos, que resistam ao frio extremo, isso pode ter uma utilização interessante, até mesmo militar", acrescentou o príncipe, que criou em 2006 a fundação que utiliza o seu nome em defesa do meio ambiente e contra as alterações climáticas.

"Encontramos soluções inovadoras e estamos a registar patentes", assegurou Gildo Pastor, referindo-se à resistência das baterias do "Antarctica", que podem funcionar a temperaturas abaixo dos -50°C.

Este veículo elétrico terá uma autonomia de 45 quilómetros e poderá circular a 20 km/h.

"As baterias do Antarctica poderão ser recarregadas de maneira limpa e por meio de energia eólica e solar, como, por exemplo, na estação de investigação belga Princess Elizabeth na Antártida", explicou Bernard Fautrier, vice-presidente da Fundação FPA2.

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