Os russos estão hoje a ser chamados às urnas em presidenciais que devem reeleger Vladimir Putin, coincidindo o escrutínio com o quarto aniversário da anexação da Crimeia, aprovada pela população da península de maioria russófona num referendo não reconhecido pela comunidade internacional.

“Quatro anos após a anexação ilegal da República Autónoma da Crimeia e de Sebastopol, a França continua firmemente comprometida com o restabelecimento da soberania e integridade territorial da Ucrânia nas suas fronteiras reconhecidas integralmente”, assinalou o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês num comunicado.

“Pôr em causa pela força as fronteiras é contrário ao direito internacional, incluindo os compromissos subscritos pela Federação Russa”, adiantou.

Na Crimeia, foram instaladas assembleias de voto nas cidades de Sebastopol e Simferopol, a capital da península.

Na sexta-feira, a Ucrânia advertiu que ia proibir aos eleitores russos o acesso aos consulados do seu país para votarem nas presidenciais, destacando polícia para as representações diplomáticas russas em Kiev, Kharkiv, Odessa e Lviv.

Hoje, ativistas e membros de partidos nacionalistas ucranianos organizaram piquetes de protesto defronte da embaixada da Rússia em Kiev e dos consulados em várias cidades do país para protestar contra a votação para as presidenciais russas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, deve deslocar-se a Kiev a 22 e 23 de março para reuniões com as autoridades ucranianas, com a situação na Crimeia e no leste separatista da Ucrânia na agenda.

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