"Embora a situação tenha sido contida, o que aconteceu é inaceitável", disse Cuomo, em comunicado enviado hoje à comunicação social.

Cuomo ordenou à Comissão de Serviço Público para realizar uma investigação sobre as causas do apagão e prometeu que todas as partes envolvidas serão responsabilizados para garantir que isso não volte a acontecer.

Em entrevista à ABC7, o governador de Nova Iorque lamentou profundamente o ocorrido e disse que uma situação como esta em uma cidade como Nova Iorque é "uma questão de segurança pública", pelo que ninguém pode aceitar tal situação.

Existem suspeitas de que o apagão foi causado por problemas numa das subestações na parte ocidental de Manhattan, que se espalhou para outras instalações elétricas na cidade, um problema na rede da cidade que não deveria ocorrer.

Cuomo esclareceu que ordenou que fosse montada uma rede elétrica que impeça precisamente que a falha de uma subestação possa afetar outra ou as restantes, porque "não é a primeira vez em que houve problemas com uma subestação".

O governador aproveitou para criticar a empresa de energia que atua na área, a Con Edison: "Nós pagamos. Con Ed, faça-nos o favor de ter um sistema que antecipa e prevê incidentes previsíveis".

O apagão durou cerca de quatro horas e deixou, no sábado, cerca de 72 mil clientes sem luz, afetando a zona oeste de Manhattan e pontos emblemáticos da cidade como Times Square, motivando inquietude e ansiedade nos cidadãos com as linhas de metro e os teatros sem energia elétrica.

A falha elétrica, ocorrida às 20:00 (hora local, 01:00 de Lisboa), além de afetar o normal funcionamento do metro, deixou muitos cidadãos presos em elevadores e uma parte da concorrida Times Square ficou sem os habituais reclames luminosos. Também os semáforos deixaram de funcionar.

As salas de teatro e espectáculos da Broadway tiveram de encerrar ou cancelar atuações, incluindo o espectáculo da cantora Jennifer Lopez, no Madison Square Garden.

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