Numa conferência de imprensa, o ministro do Interior disse ter tomado a decisão depois de ouvir as reclamações do partido de direita Centro Democrático e de falar com Juan Carlos Galindo, titular do Registo Nacional do Estado Civil, entidade que organiza as eleições.

Galindo reconheceu ter havido algunas assembleias de voto onde faltaram boletins eleitorais.

“Imprimimos 15 milhões de boletins para cada uma das consultas. Em alguns locais, as pessoas afluíram em massa às urnas”, assegurou.

Face a esta situação, a opção foi “levar boletins de assembleias próximas e usar fotocópias para suprir as necessidades”.

O resultado destas eleições para o senado e para a câmara de representantes abrirá as portas para a formação de alianças para as presidenciais de 27 de março.

O ex-presidente Alvaro Uribe denunciou hoje que em muitas assembleias de voto de Bogotá, Medellin e Cali os eleitores não receberam boletim relativo aos candidatos da direita enquanto os candidatos de esquerda Gustavo Petro e Carlos Caicedo reclamaram que também não havia boletins cor de laranja que os identificam.

Com o passar das horas, começaram a surgir denúncias de que os boletins não faltavam apenas EM Bogotá e Medellin, mas também em Cali, Manizales y Cúcuta.

As eleições de hoje na Colômbia, as mais tranquilas das últimas décadas, ficaram ensombrada por denúncias de irregularidades tanto dos partidos de esquerda como dos de direita.

As denúncias de falta de transparência cresceram ao longo da manhã depois de vários votantes do partido de Alvaro Uribe e de seguidores do esquerdista Gustavo Petro terem chamado a atenção para a falta de boletins.

Barranquilla, Manizales, Montería, Ibagué, Popayán, Bucamaranga e Cartago foram outros locais onde faltaram boletins, o que levou o governo a autorizar a votação em fotocópias.

Estas eleições são cruciais porque definirão o apoio que o próximo Presidente terá para governar e terá um Parlamento cuja novidade será a presença de dez membros das FARC (agora Força Alternativa Revolucionária Comum), cinco em cada casa legislativa, independentemente do número de votos obtidos, já que foi assim determinado no acordo de paz com a ex-guerrilha.

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