“Estou particularmente alarmado com o facto de as promessas feitas pelos talibãs em relação às mulheres e às jovens afegãs não estarem a ser respeitadas”, afirmou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) numa conferência de imprensa.

“Exorto os talibãs a cumprirem as suas promessas em relação às mulheres e às jovens e a cumprirem as suas obrigações ao abrigo dos direitos humanos internacionais e do direito humanitário”, prosseguiu o representante.

Na mesma conferência de imprensa, António Guterres referiu que o Afeganistão, país controlado pelos talibãs desde meados de agosto, 20 anos depois de terem sido expulsos pelas forças militares estrangeiras (Estados Unidos e NATO), encontra-se “num ponto de viragem”, tendo pedido à comunidade internacional para injetar dinheiro no país para evitar um colapso económico e outros danos que não ficarão circunscritos às fronteiras afegãs.

“Exorto o mundo a agir e a injetar liquidez na economia afegã para evitar o seu colapso”, declarou o representante, na véspera de uma cimeira extraordinária do G20 (grupo das maiores e emergentes economias do mundo), convocada por Itália, que irá discutir uma estratégia comum para enfrentar a crise humanitária no Afeganistão.

Guterres frisou que a ajuda humanitária é essencial, salientando, porém, que não será suficiente para resolver os problemas de um Estado afegão confrontado com uma economia em colapso.

“Este é um ponto de viragem. Se não agirmos e ajudarmos os afegãos a resistir a esta tempestade, e se não o fizermos em breve, não só eles, mas o mundo inteiro irá pagar um preço muito alto”, advertiu o líder da ONU, encorajando a utilização de “instrumentos” tais como as organizações não-governamentais (ONG).

Numa entrevista à RTP, transmitida na passada quinta-feira, o secretário-geral da ONU afirmou que as estimativas apontam que cerca de 18 milhões de pessoas no Afeganistão precisam de ajuda humanitária.

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