“Só as energias renováveis podem salvaguardar o nosso futuro, aproximar o fosso no acesso à energia, estabilizar os preços e garantir a segurança energética”, disse António Guterres nos Emirados Árabes Unidos.

No início de janeiro, em Lisboa, o líder da ONU tinha sublinhado que “a possibilidade de mantermos um crescimento da temperatura global limitado a 1,5 [graus Celsius] está à beira de se perder e irreversivelmente”.

“Com as políticas atuais, caminhamos para 2,8 graus de aquecimento global até ao final do século. As consequências serão devastadoras. Várias partes do nosso planeta ficarão inabitáveis. E para muitos, esta é uma sentença de morte”, acrescentou hoje Guterres.

Segundo dados das Nações Unidas, as energias renováveis representam atualmente 30% da geração mundial de eletricidade, percentagem que deve duplicar e ultrapassar os 60% até 2030.

O ex-primeiro-ministro português defendeu a necessidade de remover as barreiras de propriedade intelectual para que as principais tecnologias renováveis, incluindo o armazenamento de energia, sejam tratadas como “bens públicos globais”.

Além disso, o secretário-geral da ONU instou os países a diversificar e permitir o acesso às cadeias de abastecimento de matérias-primas e componentes para fontes renováveis de energia.

“Isso pode ajudar a criar milhões de empregos verdes, especialmente para mulheres e jovens no mundo em desenvolvimento”, disse Guterres.

Por fim, o secretário-geral pediu aos líderes políticos que acelerem a aprovação de projetos sustentáveis e destacou a importância de subsídios para as empresas de energia, bem como de investimentos públicos e privados, para concluir a transição energética.

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