"Provavelmente, em duas ou três semanas, vamos apresentar a candidatura" ao fundo de solidariedade, disse Pedro Marques, durante a apresentação do relatório de incêndios na Região Centro, que decorreu hoje na Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, com a presença dos sete municípios que foram afetados pelas chamas: Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Penela, Sertã, Pampilhosa da Serra e Góis.

Segundo o ministro, se o fundo for acionado, serão "um pouco mais de 11 milhões de euros" de ajuda que poderão chegar ao território - a ajuda é contabilizada mediante o Produto Interno Bruto (PIB) da região Centro.

No caso de catástrofes naturais regionais, o fundo só pode ser acionado se os prejuízos diretos atingirem o valor de 1,5% do PIB da Região Centro (cerca de 480 milhões de euros).

No relatório, são contabilizados 193,3 milhões de euros de danos imediatos e respostas de emergência, e 303,5 milhões em medidas de prevenção, registando-se um total de 497 milhões de euros.

Questionado pela Lusa sobre a elegibilidade de candidatura a um fundo que apenas fala em "prejuízos diretos", Pedro Marques frisou que "o fundo também pode cobrir aquilo que são medidas preventivas de reparação e reposição da situação anterior".

"Nesse sentido, é do nosso entendimento que todas as medidas aqui apresentadas têm cabimento naquilo que são as regras do fundo de solidariedade europeia e é nesse sentido que defenderemos a nossa candidatura junto de Bruxelas", esclareceu.

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