
Pelo menos 18 mergulhadores da Marinha indiana chegaram este sábado ao local, onde fizeram as primeiras operações de reconhecimento.
A localização, os níveis da água e as características da mina, formada por túneis conhecidos por "buracos de rato", têm dificultado as operações.
"Se os mergulhadores conseguirem detalhar o fundo da cavidade e dar o número de "buracos de rato", isso será muito útil para as restantes operações", disse Santosh Kumar Singh, da Força Nacional de Resposta a Desastres, em declarações à imprensa indiana. Isto porque a profundidade da mina foi mal calculada pelos bombeiros locais, numa primeira fase das operações de salvamento.
Espera-se que o bombeamento de águas e a drenagem da mina possa ser iniciada ainda este domingo.
15 mineiros ficaram presos a mais de metros de profundidade na localidade de Ksan, no estado de Meghalaya, quando foram surpreendidos por uma inundação causada pelo transbordo do rio Lytein.
Os mineiros ainda não deram qualquer sinal de vida desde o momento que ficaram presos na gruta, mas as suas famílias e as autoridades mantêm a esperança de que tenham encontrado abrigo numa bolsa de ar.
Em 2014, o Supremo Tribunal indiano proibiu a exploração mineira no estado de Meghalaya, na sequência de protestos que denunciavam a "poluição das águas", escreve o britânico The Guardian.
Apesar da proibição, os proprietários continuaram com exploração de carvão de forma ilegal.
Em 2012 na mesmo região 15 mineiros morreram num incidente semelhante.
A lenta mobilização das instituições de socorro tem sido muito crítica no país e traz à memória a operação de salvamento, com sucesso, numa mina na Tailândia, onde 12 crianças e o seu treinador de futebol ficaram presos durante vários dias.
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