As pessoas não devem acreditar que “esta doença será eliminada dentro de quinze dias ou um mês, pelo que temos de seguir as instruções (sanitárias) durante muito tempo”, afirmou Rohani durante a reunião semanal da Comissão Nacional de Controlo da Pandemia, transmitida pela televisão estatal.

Segundo números oficiais, o novo coronavírus causou mais de 8.100 mortes no Irão, fazendo da República Islâmica o país do Médio Oriente mais afetado pela pandemia.

Desde que o pico mais baixo foi atingido, em 02 de maio, a tendência crescente de novos casos registados de covid-19 tem preocupado as autoridades, que estão a aumentar o número de avisos e a pedir à população para não esquecer que a doença ainda existe.

“Não temos uma segunda opção: temos de trabalhar, as nossas fábricas têm de estar ativas, as lojas têm de estar abertas (…) e a luta contra o vírus tem de continuar”, acrescentou Rohani.

Sob pressão económica, nomeadamente devido às sanções dos Estados Unidos, que precipitaram a economia iraniana para a recessão muito antes da crise sanitária, as autoridades levantaram desde abril gradualmente as restrições destinadas a travar a propagação do vírus.

Desde há vários dias, a atividade regressou ao normal na maior parte das 31 províncias do país, ainda que com reservas.

“Temos de pôr termo a todas as reuniões, quer se trate de casamentos, funerais ou visitas familiares, até nova ordem”, disse Rohani.

O Ministério da Saúde afirma ter registado um total de mais de 167.000 casos de Covid-19 no país desde que os primeiros casos foram comunicados, em fevereiro.

Os peritos estrangeiros, bem como alguns funcionários iranianos, suspeitam que os números oficiais são largamente subestimados.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 392 mil mortos e infetou mais quase 6,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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