Segundo um comunicado da presidência francesa, Macron pediu também à Rússia para “demonstrar a credibilidade dos seus compromissos”, numa altura em que, até ao momento, “nenhuma retirada de doentes e feridos foi autorizada pelo regime” de Bashar al-Assad.

Numa conversa telefónica com Putin, “Emmanuel Macron sublinhou que as colunas humanitárias devem poder dirigir-se a todas as povoações que necessitem, como prevê a resolução [2401] do Conselho de Segurança da ONU votada por todos os membros permanentes”, incluindo a Rússia.

O presidente francês intensificou nos últimos dias as iniciativas diplomáticas para uma trégua na Síria, tendo conversado telefonicamente com os homólogos norte-americano, Donald Trump, russo, Vladimir Putin, iraniano, Hassan Rohani, e turco, Recep Tayyip Erdogan, e com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Pelo menos 44 civis foram mortos hoje em ataques aéreos contra Ghouta oriental, perto de Damasco, alvo desde 5 de fevereiro de uma ofensiva das forças do regime e de 18 de fevereiro de uma intensa campanha de bombardeamentos aéreos.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), desde 18 de fevereiro 724 civis foram mortos, entre os quais 170 crianças.

Ghouta Oriental, o último grande bastião dos rebeldes na Síria, é um distrito agrícola nos arredores da capital, com cerca de 400.000 habitantes que vivem cercados pelas forças do regime há anos.

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