Pelo menos nove pessoas foram detidas na segunda-feira após terem tentado saquear bancos e bens públicos, segundo o chefe da Polícia, general Atehortua, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Confrontos com a Polícia anti-motim, que lançou gás lacrimogéneo, registaram-se na capital, Bogotá, Medellin e Pasto, de acordo com a mesma fonte.

A vaga de protestos, que fez 13 mortos e centenas de feridos entre 10 e 12 de setembro, foi desencadeada pela morte de um advogado, em 09 de setembro, após o uso repetido de um 'taser' (arma elétrica) por dois polícias, em Bogotá.

O homem, de 46 anos, foi imobilizado no chão por dois agentes e sujeito a repetidos choques elétricos, um incidente cujas imagens, captadas por testemunhas, causaram indignação no país, fazendo lembrar o caso do afro-americano George Floyd, sufocado por agentes da polícia, nos Estados Unidos. A vítima acabaria por morrer horas depois, no hospital.

Um vídeo de quase dois minutos mostra dois agentes da polícia colombiana a administrarem choques elétricos ao advogado Javier Ordoñez, enquanto este implora "por favor" e "agentes, peço-vos", com testemunhas da cena a pedirem também à polícia que pare.

Na segunda-feira, a justiça colombiana ordenou a detenção preventiva dos dois polícias, acusados de tortura e homicídio qualificado, segundo a AFP.

Em 11 de setembro, o alto representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Josep Borrell, pediu uma investigação à violência policial na Colômbia e a punição dos responsáveis, instando o país a adotar "medidas institucionais" para evitar que se repitam casos como este.

A Amnistia Internacional também condenou os "atos de tortura" de que foi vítima Javier Ordoñez e apelou ao fim do "uso excessivo da força [policial]" contra os manifestantes.

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