Plenário é uma iniciativa pensada para alargar o debate nas legislativas de 6 de outubro a quem tenha ideias para apresentar para uma melhor governação do país. Há muito para discutir antes da ida as urnas e é por isso que queremos começar já a pensar o país que vamos ter (e ser) nos próximos quatro anos — e contamos com o seu contributo. Assim, lançámos o desafio, em forma de pergunta: Se fosse primeiro-ministro ou primeira-ministra nos próximos quatro anos, qual era o problema que resolvia primeiro? Ou, perguntando de outra forma: qual seria a sua prioridade para o país?

Maria Emília Tavares, de Faro, juntou-se ao Plenário, leia aqui o seu contributo na íntegra:

Em resposta às perguntas lançadas no Plenário: Se fosse primeiro/a-ministro/a nos próximos quatro anos, que problema resolvia primeiro? e Qual é a sua prioridade para o país?

Entendo que estas questões são circulares, isto é, uma está relacionada e interligada com a outra, por isso respondo para qualquer uma delas que, na minha opinião há 2 grandes problemas no nosso país que urge ter a coragem política para resolver, pois da forma como se encontram apenas contribuem para aumentar a corrupção, o compadrio, as injustiças e, pior, o desinteresse da população, em particular dos mais jovens, pela causa pública.

Assim, se fosse primeira-ministra por 4 anos rodear-me-ia de pessoas idóneas, competentes e sem interesses políticos em cada uma das áreas a analisar e modificar e tomava como prioridade acabar com a promiscuidade que existe entre os setores público e privado da economia.

Porque esse é um objetivo enorme, dedicar-me-ia primeiramente e em particular a duas áreas: A da Saúde e a da Justiça.

Na da Saúde e salvo situações muitíssimo excecionais, impediria a acumulação de trabalho nos setores público e privado, criando simultaneamente condições de trabalho mais dignas e sobretudo, compatíveis com as funções a desempenhar e a exigência de cada função, ao nível do Serviço Nacional de Saúde.

Já na área da Justiça, procederia às alterações necessárias na lei para tornar mais rápidos e eficientes todos os serviços judiciários, criando condições para evitar que os processos em Tribunal levem anos, se entupam os serviços com recursos, recursos dos recursos e mais recursos, porque é fundamental que em todas as áreas a Justiça seja mais célere, menos dúbia e menos vulnerável a jogos de interesse em particular, ao nível do crime económico que precisa ser tratado rápida e implacavelmente, para travar a corrupção e impedir que os agentes económicos sejam cilindrados por processos extremamente morosos, que colocam em risco a sua própria sobrevivência e a dos seus empregados e famílias.

O que acha desta ideia? Deixe a sua opinião nos comentários deste artigo. Desejamos uma discussão construtiva, por isso todos os comentários devem respeitar as regras de comunidade do SAPO24, que pode ler aqui.


Queremos também o seu contributo para pensar o país. As legislativas acontecem a 6 de outubro, mas a discussão sobre o país que queremos ter (e ser) nos próximos quatro anos começa muito antes da ida às urnas. É esse o debate que o SAPO24 quer trazer — e contamos consigo.

Saiba como participar aqui. Veja os contributos dos nossos convidados e leitores em 24.sapo.pt/plenario e, claro, junte-se ao debate. 

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