“A melhor via para o nosso país é um governo dirigido pela CDU e pela CSU (o aliado bávaro) com Armin Laschet como chanceler”, declarou a governante no que será provavelmente o seu último discurso aos deputados antes do escrutínio de 26 de setembro.

“O seu governo será marcado pela estabilidade, fiabilidade e moderação e é isso que a Alemanha precisa”, adiantou no Bundestag.

Merkel considerou ainda que as próximas eleições são “especiais” porque se trata de decidir “a orientação” do país “em tempos difíceis”.

Tendo estado afastada da campanha eleitoral, a chanceler, que se prepara para deixar a política após 16 anos à frente do governo, mudou de estratégia nas últimas semanas face às indicações desastrosas para a União Democrata-Cristã (CDU) nas sondagens.

Dirigido pelo pouco popular Armin Laschet, o campo conservador recolhe atualmente à volta de 20% das intenções de voto, atrás da surpresa desta campanha, o Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD, cerca de 27%).

A CDU e a CSU, que obtiveram 32,9% dos votos em 2017, não pararam de descer nas sondagens durante o verão, prejudicadas sobretudo pelo modo como foi percecionada a gestão da questão das inundações catastróficas em meados de julho.

Pouco apreciado pelos alemães depois de ter lutado para se impor como candidatos dos conservadores, Armin Laschet alargou a sua equipa de campanha para incluir especialistas, sobretudo nas áreas do clima e da economia.

A chanceler já tinha defendido Armin Laschet no domingo durante uma visita às zonas afetadas pelas inundações. Também multiplicou nas últimas semanas as deslocações ao seu lado e atacou o SPD, dirigido por Olaf Scholz, o ministro das Finanças da coligação governamental conduzida por Merkel.

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