Num esclarecimento enviado à Lusa, a empresa afirma que, “até ao final desta semana, os trabalhos de manutenção programada na frota Tram-train ficam concluídos, permitindo que, a partir de segunda-feira, com todas as unidades operacionais, seja retomada a disponibilidade habitual de veículos”.

Para além disso, vai ser também possível levar até à velocidade máxima de circulação na rede (80 quilómetros/hora) os mesmos 30 veículos que estavam com problemas na fixação dos patins eletromagnéticos, um equipamento de apoio à travagem de emergência.

A Metro do Porto refere que, a partir de segunda-feira, vai ser “levantada a restrição aplicada à velocidade máxima de circulação”, que obrigava as viaturas a não exceder os 60 quilómetros por hora.

Vai ainda existir “um cumprimento dos horários, na medida em que deixa de ser necessário realizar inspeções aos veículos no início de cada viagem”, acrescenta a empresa.

A Metro do Porto alerta que, “em princípio”, existirá apenas “um desvio face ao planeado” relativamente à recuperação da normalidade de circulação.

A empresa explica que, “no período da ponta da tarde”, um dos serviços será feito com uma unidade simples, em vez de dupla.

“Por outro lado, a Metro do Porto continua a trabalhar no sentido de entregar aos clientes um serviço de alta qualidade e sabe que, ao nível do subconcessionária, existe um consciência e uma responsabilidade muito marcadas quanto ao que os clientes esperam, estando a ser feito um grande esforço no sentido de retomar os elevados indicadores de fiabilidade que são marca desta rede”, destaca a empresa.

A 24 de janeiro, a Metro do Porto previa, até ao fim daquele mês, normalizar nos 80 quilómetros/hora a velocidade de circulação de 30 veículos com problemas na fixação dos patins eletromagnéticos.

A anomalia foi detetada, “no início de 2019”, levando a empresa a sujeitar as viaturas “a inspeções antes do início de cada viagem, para além de terem os patins “fixados com abraçadeiras de metal”.

Em janeiro, fonte da Metro do Porto disse que foi o facto de um desses patins se ter soltado que “esteve na origem” do descarrilamento de uma composição do metro a 02 de dezembro, em Campanhã, Porto.

Fonte da empresa acrescenta que os patins não são os travões das composições do metro, nem sequer o seu travão de emergência, mas sim “um apoio à travagem de emergência”.

A Metro do Porto assinou em janeiro o contrato para a aquisição, por 49,6 milhões de euros, de 18 composições à empresa chinesa CRC Tangsthan que permitirão disponibilizar mais 60 mil lugares diários.

Segundo a Metro, os novos 18 veículos – com capacidade de 252 lugares, 64 dos quais sentados – serão entregues entre 2021 e 2023, ao ritmo de um por mês.

Atualmente, a frota da Metro do Porto é constituída por 102 veículos: 72 do tipo Eurotram e 30 do tipo Tram-train.

O Metro do Porto opera em sete concelhos com uma rede de seis linhas, 67 quilómetros e 82 estações, tendo sido utilizada por mais de 71 milhões de clientes em 2019.

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