Falando numa audição parlamentar na comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, João Pedro Matos Fernandes indicou que "há aproximadamente dois anos e meio, podiam ocupar-se as parcelas do perímetro de rega [do Mira] a 80 por cento com estufas, estufins, túneis e outras estruturas de plástico" para proteger as culturas no concelho de Odemira, onde se concentram hortofrutícolas, e que essa percentagem foi reduzida para 40%.

O ministro respondia a uma questão da deputada Mariana Silva, dos Verdes, que considerou que aquele modelo de produção agrícola é "económica, social e ambientalmente insustentável".

"Temos ali, em plena área protegida, um mar de plástico, utilização intensiva de pesticidas e uma pressão sobre zonas instáveis a que o ministério do Ambiente não pode fechar os olhos", intimou a deputada, defendendo que deve haver "mais fiscalização e limitação deste tipo de produção agrícola".

Matos Fernandes salientou que nos dois últimos anos se definiu "quais as áreas sensíveis, as linhas de água a proteger e a garantia de um mínimo de 100 metros de afastamento [das estufas] da crista da arriba".

O ministro apontou que se trata de "uma área produtiva que veio, depois de ser de rega, a integrar a área do parque natural do sudoeste alentejano".

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