No final de agosto, a Câmara de Lisboa anunciou que iria substituir a sinalização vertical no Bairro Alto e colocá-la nas fachadas dos edifícios de forma a criar uma circulação mais adequada para condutores e peões.

Passados cerca de dois meses, os sinais que foram requalificados – localizados, essencialmente, na parte norte do bairro – estão “quase todos danificados e destruídos” e terão de “ser novamente substituídos”, disse à agência Lusa o presidente da AMBA, Luís Paisana.

“Uma coisa era o que acontecia quando os sinais estavam colocados na vertical, em que eram vandalizados pelas pessoas, e outra é o que acontece agora, com as viaturas pesadas – de abastecimento de álcool – a destruírem os sinais e as fachadas”, relatou o responsável, dizendo que a situação está agora “pior do que estava”.

“Para nós é uma frustração porque levantámos o problema e é também um desperdício de dinheiro público”, lamentou.

Numa carta enviada esta semana aos vereadores Duarte Cordeiro (com o pelouro das Estruturas de Proximidade e também vice-presidente) e Carlos Manuel Castro (com os pelouros da Mobilidade e da Segurança), a AMBA pediu a resolução “a breve prazo” dos problemas verificados na sinalização, causados pela passagem de veículos pesados.

O grupo de moradores voltou, assim, a fazer o pedido feito há cerca de quatro anos para que estes carros não entrem no Bairro Alto, o que poderia ser “extensível a outras zonas da cidade com as mesmas características”, segundo a missiva.

Falando à Lusa no final de agosto, o vereador da Mobilidade de Proximidade, Carlos Manuel Castro, indicou que "os sinais têm de ser úteis para os condutores", mas também devem facilitar as "condições de mobilidade dos peões".

"Os sinais são importantes para os condutores e é importante que isso seja destacado, mas também é preciso perceber que, muitas das vezes, os peões são vítimas das más colocações dos sinais", vincou o autarca.

Por essa razão, o município estava a fazer um levantamento nas ruas do Bairro Alto para, de seguida, tirar os sinais dos passeios e colocá-los nas fachadas dos edifícios, visando " uma circulação mais adequada num bairro que é tão histórico e tão importante para a cidade de Lisboa", sublinhou Carlos Manuel Castro.

Outra das vertentes do projeto era pôr fim à vandalização dos sinais, de acordo com o responsável: "Podemos ir lá ver e estão todos cobertos de autocolantes".

Segundo o autarca, a ação começa no Bairro Alto por ali haver "uma necessidade premente de fazer essa evolução da sinalética".

Contudo, haverá um "trabalho de fundo para toda a cidade", adiantou, salientando que noutras zonas poderão ser adotadas soluções diferentes.

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