Jakob Denzinger morreu na quinta-feira, aos 92 anos, num hospital croata onde foi internado depois de desmaiar, noticiou o jornal regional Glas Slavonije. Em janeiro de 2014, a justiça croata anunciou a abertura de uma investigação para verificar o passado de Denzinger, depois de as autoridades alemães encarregadas de investigar os crimes de guerra terem enviado o seu processo.

No mês seguinte, o Centro Simon Wiesenthal, que procura criminosos nazis, pediu à Croácia que acelerasse sua investigação. Segundo a instituição, Jakob Denzinger foi um guarda de Auschwitz. De acordo com a imprensa croata, Denzinger foi membro das Waffen-SS, e o seu nome constava de uma lista da Procuradoria alemã encarregada de investigar os crimes cometidos pelos nazis.

O jornal Jutarnji List afirma que Denzinger foi viver para os Estados Unidos nos anos 50, país onde se tornou empresário. Em 1989, face às suspeitas sobre o seu passado, teve início um processo para lhe retirar a cidadania americana. Foi então que se instalou na Croácia, país onde nasceu.

Um milhão de judeus europeus morreram em Auschwitz-Birkenau, assim como entre 70.000 a 75.000 polacos não judeus, 21.000 ciganos, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos e entre 10.000 a 15.000 prisioneiros de outro tipo, segundo dados do museu do campo de concentração.

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