“Empresas cotadas, grandes empresas do Estado e grandes empresas privadas foram aquelas onde se verificaram as evoluções mais significativas, em especial no último ano, no que respeita à participação feminina em cargos de gestão”, sinaliza o estudo, que vai na sua décima edição.

Entre os 477 mil cargos de gestão das empresas portuguesas, 29,8% são ocupados por mulheres.

“A evolução tem sido lenta, mas consistente, com um crescimento de 1,3 pontos percentuais face a 2013, o primeiro ano completo após a diretiva europeia segundo a qual os 27 Estados membros deveriam garantir uma maior presença feminina em cargos decisórios – transposta para Portugal em 2017”, indica.

Todos os indicadores analisados (cargos de decisão em empresas públicas e privadas, nas cotadas, em todas as dimensões de empresas) apresentam crescimento nos últimos anos, destacando-se em especial as empresas de maior dimensão públicas e privadas, mas também os cargos de direção executiva que registam uma evolução de 4,1 pontos percentuais pós a diretiva europeia.

No entanto, refere, a representação feminina em cargos de gestão continua a ser menor em cargos de maior responsabilidade.

Segundo os resultados do estudo, foi nas empresas cotadas que se registou a maior evolução.

“A presença feminina nos conselhos de administração destas empresas mais que duplicou face a 2013, acelerando no último ano 4,3 pontos percentuais. Porém, em 2019 apenas uma empresa cotada tinha liderança feminina”, indica.

As empresas do setor empresarial do Estado registam uma presença feminina na gestão de 32,2%, superior aos 29,8% das empresas privadas, sendo nas empresas de maior dimensão que esta diferença é mais significativa, com as grandes empresas do Estado a atingirem os 42,9% de cargos de gestão feminina.

Para esta diferença, segundo a Informa D&B, contribuiu a Lei 62/2017, que promove uma representação equilibrada entre os dois géneros nos órgãos de administração e fiscalização das empresas pertencentes ao setor empresarial do Estado, bem como nas empresas cotadas.

Nos cargos de direção executiva, é também nas empresas do setor empresarial do Estado que se regista uma maior presença feminina, com 40,1% face aos 28,2% do setor privado.

Nos pequenos negócios (microempresas), a percentagem de cargos de gestão ocupados por mulheres é maior, com 30,9%, em muitos casos fruto da sua própria iniciativa empreendedora, indica.

A presença feminina na gestão cresceu igualmente na maioria dos setores, sobretudo naqueles onde existe maior contacto com o público, como os serviços gerais, retalho e alojamento e restauração.

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