“Não damos dinheiro a organizações terroristas, ou armas”, afirmou a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, numa conferência de imprensa em Estocolmo.

A chefe do Governo sueco fez estas declarações coincidindo com a reunião de altos funcionários da Suécia e da Finlândia com homólogos turcos, a decorrer esta quarta-feira em Ancara, num esforço para ultrapassar as fortes objeções da Turquia às propostas de adesão das duas nações nórdicas à NATO.

A delegação sueca, liderada pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Oscar Stenström, e a delegação finlandesa, liderada pelo seu homólogo Jukka Salovaara, tiveram uma primeira reunião esta manhã com o porta-voz da Presidência turca, Ibrahim Kalin, e com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Sedat Önal.

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Çavusoglu, que se encontra hoje em Israel, anunciou que seria realizada uma reunião a três, na qual a Turquia apresentaria as suas exigências para levantar o seu veto à integração dos dois países na NATO.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, expressou a sua forte oposição a esse alargamento, com a acusação de que ambas as nações escandinavas “apoiam o terrorismo”.

Em concreto, Ancara acusa-as de permitirem manifestações do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), classificado como uma organização terrorista pela Turquia, por não extraditarem alegados membros da organização, e de restringirem as exportações de armas para a Turquia em reação às operações militares turcas na Síria.

Segundo Çavusoglu, a Turquia apresentará às delegações sueca e finlandesa documentos que comprovam a ligação entre o PKK e as milícias curdas sírias Unidades de Proteção Popular (YPG).

Além disso, o ministro insistiu que, para retirar o seu veto, a Turquia requer “medidas concretas, não apenas desejos”, incluindo um compromisso escrito.

A Suécia e a Finlândia apresentaram os seus pedidos formais de adesão à Aliança Atlântica na semana passada.

A adesão à NATO obriga o país candidato a um verdadeiro exame de entrada, durante o qual deve convencer todos os atuais 30 Estados-membros do seu contributo para a segurança coletiva e da sua capacidade de cumprir as obrigações.

A entrada na NATO implica aprovação por unanimidade dos atuais Estados-membros.

Historicamente não-alinhados, Suécia e Finlândia há vários anos que colaboram com a NATO, mas a invasão russa da Ucrânia levou os Governos dos dois países nórdicos a repensarem o seu posicionamento face à Aliança Atlântica e a avançarem com o pedido de adesão.

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