A população desta cidade no extremo sul do território costeiro, perto da fronteira egípcia, mais do que quintuplicou nas últimas semanas, com a chegada de centenas de milhares de pessoas que fogem da guerra.

Mais de 1,3 milhões de palestinianos refugiaram-se ali e a comunidade internacional está preocupada com a sua proteção após Netanyahu ter ordenado ao exército que preparasse uma ofensiva em Rafah.

“A vitória está ao nosso alcance. Nós vamos conseguir. Vamos derrotar os últimos batalhões terroristas do Hamas e tomar Rafah, que é o último reduto”, disse Netanyahu à ABC News.

E prosseguiu: “vamos fazê-lo (…) assegurando simultaneamente uma passagem segura para a população civil, para que esta possa sair”.

“Estamos a desenvolver um plano detalhado para o conseguir”, acrescentou, assegurando não estarem a “abordar esta questão de forma casual” e indicando as zonas a norte de Rafah que foram desobstruídas e que poderão ser utilizadas como zonas seguras para os civis.

O Hamas alertou para “uma catástrofe e um massacre que poderá resultar em dezenas de milhares” de mortos.

O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, afirmou que uma ofensiva em Rafah “conduziria a uma catástrofe humanitária indescritível”.

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