Azar dos azares era o dia do azar não calhar a uma sexta-feira. Imagina o que seria um azar institucionalizado à terça-feira? Chegar a casa cansado depois de um dia de trabalho, com o fim de semana ainda distante e, ainda por cima, azarado?

Houve um dia, somente um, em que me lembro de sentir azarado. Sendo trapalhão por natureza, saber que o meu poder de destruição involuntário estava exponenciado deixou-me nervoso. Acho que era quarta-feira e lembro-me de não ter visto futebol, de não ter tentado levar o café do balcão à mesa ou de ir passear as cadelas. Já me bastava que o meu mundo estivesse em risco de colisão, quanto mais estragar o dia aos outros.

Soube mais tarde pela minha avó que o azar se trata com repouso, receita idêntica a todas as outras maleitas que me aconteceram durante a vida. Portanto, se é para ficar azarado que seja hoje que há dois dias leves para evaporarem o mal.

Para mim, que hoje - ainda - não esbarrei, mandei uma cabeçada ou entornei uma garrafa de água, é sexta-feira 13, dia da anunciação, que marca o regresso da minha estimada rotina futeboleira que tanto acarinho. Terei o meu fim de semana ‘abençoado’ por um Wolves - Chelsea, um RB Leipzig - Bayern Munich, um Fiorentina - Juventus e um Barcelona - Valencia.

E como boa esta sexta-feira 13  que é, a Internet gosta de se encher de histórias de sorte. E se a minha sorte pode não ser palpável nem partilhada por todos, deixem-me contar-vos uma que tenho para mim que seja de alegria transversal. A Snoopo espalhou caixas com notas de 20 e 50 euros por Lisboa e outras cidades mundiais. As caixas, pretas, apenas marcadas com o símbolo da marca, contêm a mensagem “Hoje a sorte bateu-lhe à porta. Teve a sorte de encontrar esta caixa. Pode guardá-la e ao tesouro que contêm”, para além de um cartão com as redes sociais da Snoopo para onde pode ser enviada uma fotografia e um código da ‘surpresa’ para assim duplicar o valor da sorte.

Sexta-feira, o melhor dia da semana, desde sempre e para sempre.

Sugestões de fim de semana para não azarados:

  • Ir à primeiríssima edição do Wine & Music Valley 2019. O Pedro Botelho explica-lhe aqui porque vale a pena passar estes dias no Douro (como se fosse preciso uma desculpa para estar dois dias no meio daquela paisagem, não é?);
  • Mais abaixo, na capital, há o Fnac Live. No sábado uma série de concertos gratuitos no Pavilhão Carlos Lopes, no Parque Eduardo VII, entra para a panóplia de opções para preencher a noite lisboeta. O cartaz inclui nomes como Orelha Negra, Best Youth ou Tape Junk.
  • Se quiser manter o fim de semana ritmado, no domingo a RTP organiza na Alameda, em Lisboa, o festival Andamento. Por aquele que é um dos jardins mais conhecidos da capital vão passar nomes como Dillaz, Salvador Sobral, António Zambujo ou Pedro Abrunhosa.

Sugestões de fim de semana para azarados que confiam nas minhas palavras e vão ficar em repouso em casa:

  • Este episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” em que o jornalista do Expresso Bernardo Mendonça está à conversa com Tolentino Mendonça é absolutamente delicioso e uma forma mais íntima de conhecer o novo cardeal português;
  • Se acha que o azar pode levá-lo a escolher um mau filme para o fim de semana, fique a saber que o The Guardian fez uma lista com os 100 melhores filmes deste século. Um belo gesto para acautelar o azar disperso de hoje;
  • Faz hoje 25 anos que foi lançado “Ready to Die”, do Notorious B.I.G.. Há uns tempos andei viciado na história deste famoso rapper e parece-me um bom pretexto para revisitar uma parte da história deste género musical, seja com o filme “Notorious B.I.G.” ou com a primeira temporada da série "Unsolved".

Eu sou o Tomás Gomes e hoje o dia foi assim.

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