É difícil fugir ao tema. Começou hoje a greve dos motoristas de matérias perigosas. É uma questão que move muitos.

Move o Governo, que se reuniu ao final da tarde em Conselho de Ministros, em modo eletrónico, e que acabou por decretar requisição civil depois de considerar que não estão a ser cumpridos os serviços mínimos.

Move sindicatos e trabalhadores, que exigem um acordo para aumentos graduais no salário-base até 2022.

Move os patrões, que consideram que as propostas dos sindicatos não são suportáveis pelas empresas de transportes de materiais perigosas.

Move cada um de nós que precisa de antecipar como se vai organizar nos próximos dias caso a greve se prolongue - a greve não tem data para acabar.

Para que não se perca, no SAPO24 resumimos os principais destaques desta greve, ponto por ponto, e vamos estando em permanente atualização.

Há 35 anos, não a combustível, mas com a força que o corpo e a motivação permitem, movia-se a uma velocidade recorde Carlos Lopes. Foi a 12 de agosto de 1984, em Los Angeles, que o atleta fez história ao ser o primeiro português a subir ao degrau mais alto de um pódio olímpico.

Carlos Lopes percorreu 42 quilómetros e 195 metros em 2 horas, 9 minutos e (quase) 21 segundos - tenho dificuldade em acreditar sempre que percebo que isto dá uma média de quase 21 km/h. Este tempo só foi batido em 2008.

Carlos Lopes tinha 37 anos e a juventude nas pernas.

Por falar nisso: hoje celebra-se o Dia Internacional da Juventude. A data foi fixada pelas Nações Unidas há 20 anos - embora só se tenha celebrado pela primeira vez em 2000. O mote deste ano é “Transformar a educação”.

Quer a ONU que a educação seja mais “relevante, equitativa e inclusiva para todos os jovens”. Arrisco eu que este é um dos temas que podem contribuir para que o mundo gire de forma mais equilibrada e sustentável.

Três temas que movem muitos e que me fazem terminar o resumo de hoje com algumas questões.

Haverá algum tema que nos mova a todos de forma absoluta? Duvido.

Mas: não seremos todos movidos por algo que nos entusiasma, inquieta, desafia, dá medo, deixa um brilho nos olhos…? Diria que sim.

Assim, em jeito de desafio, deixo uma pergunta para cada um de nós que pode ficar “a marinar” durante a semana: e a mim, o que me move?

(Com uma rima a que não consigo fugir e que faz as delícias de alguns colegas meus na redação…) O meu nome é Margarida Alpuim e hoje o dia foi assim.

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