"Com a naturalidade de quem esteve de forma séria e muito transparente a negociar as metas orçamentais que temos de cumprir e os compromissos com os nossos eleitores e parceiros. Por isso, é natural que o voto anunciado pela líder do BE seja favorável", disse Ana Catarina Mendes à Lusa, no XIII Congresso da corrente socialista da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN), num hotel lisboeta.

A coordenadora bloquista, Catarina Martins, afirmou no sábado que o OE2017, "objetivamente, aumenta rendimentos do trabalho, cumpre o compromisso de não precarizar e privatizar mais, de não aumentar os bens essenciais" e que, "no deve e no haver, em 2017, quem vive do trabalho será mais respeitado".

"Estou convencida de que, depois dos acordos que todos celebrámos há um ano atrás, estando a ser cumpridas todas as suas metas, estou absolutamente convencida do voto favorável do BE, do PCP e também do PEV", afirmou a deputada do PS.

A proposta de lei do Governo socialista tem discussão e votação na generalidade agendada para as sessões plenárias de 03 e 04 de novembro, seguindo-se o processo de debate na especialidade até à votação final global, novamente no hemiciclo de São Bento, a 29 de novembro.

"Estão criadas as condições para o OE2017 ser um orçamento que vai ao encontro dos compromissos do PS com os seus eleitores, do país com as instâncias internacionais e do PS com os parceiros de Governo. Nesse sentido, a discussão vai decorrer normal e naturalmente no seio da Assembleia da República e estou absolutamente convencida de que os nossos parceiros estarão ao nosso lado neste orçamento", reforçou Ana Catarina Mendes.

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