“Muitas vezes, a comunicação social pergunta-nos ‘então qual vai ser a vossa posição para o Orçamento de 2022?’. Pois a nossa resposta é esta: ‘tratemos do Orçamento de 2021, estão lá os compromissos’” afirmou Jerónimo de Sousa, na Marinha Grande, distrito de Leiria, numa sessão pública denominada “Futuro de confiança, trabalho, honestidade e competência”.

Exemplificando com o reforço do Serviço Nacional de Saúde, as creches gratuitas para todas as crianças ou a reposição do subsídio de risco para as forças de segurança, o líder comunista desafiou o Governo a cumprir “isto primeiro, e depois logo se vê”.

“Mas não fujam à responsabilidade concreta daquilo que está no Orçamento em vigor”, disse.

Antes, o líder comunista enumerou um conjunto de medidas alcançadas com a ação e intervenção do PCP, como “um milhão e 900 mil pensionistas” terem conseguido este ano aumentos de pensões, o “pagamento dos salários a 100% aos trabalhadores em ‘lay-off’ desde o princípio do ano” e, ainda, “garantir 200 mil pessoas abrangidas pelos apoios dirigidos aos trabalhadores independentes e outras pessoas sem proteção social”, mas também “mais de 50 mil trabalhadores desempregados que viram o seu subsídio de desemprego prolongado”.

“Foi pela ação do PCP que cerca de 20 mil crianças ficaram abrangidas pela gratuitidade das creches”, continuou o dirigente, considerando que, “na verdade, quando outros faltaram, o PCP não faltou com a sua intervenção, a sua persistência, para garantir neste ano de 2021 respostas que a gravidade da situação exigia”.

Para Jerónimo de Sousa, o que se alcançou com a determinação do PCP “contrasta com atrasos e limitações que o Governo tem colocado para entravar a concretização de um conjunto significativo de outras medidas inscritas no Orçamento do Estado”.

Segundo o secretário-geral comunista, “o que era automático e o Governo não podia empatar, entrou em vigor”, mas “em quase tudo o resto é o que se vê: atrasos, desculpas, fingir que faz, mas não faz”.

“Mas aí os temos a agitar novas promessas, o acenar dos milhares de milhões, a tentativa do PS de condicionar e chantagear os eleitores com esses investimentos”, referiu, reconhecendo que há “muitos anúncios, mas a verdade é que os problemas se arrastam sem solução”.

Neste âmbito, Jerónimo de Sousa, que durante a tarde se deslocou ao Centro de Saúde de Peniche, abordou o tema da falta de profissionais no setor ou os investimentos por fazer, como um novo Hospital do Oeste.

“Depois de todos estes anos, de muitas declarações oficiais sobre a sua importância, ainda nem sequer o seu perfil foi estudado e, por isso, nem a execução do projeto foi lançada”, notou.

“Ao Governo do PS exigem-se medidas concretas e menos propaganda e demagogia”, criticou o líder comunista.

Jerónimo de Sousa defendeu ainda que “contratar os profissionais em falta, avançar com o perfil do hospital e lançar o projeto é um imperativo para garantir que rapidamente a população tenha acesso garantido aos cuidados de saúde”.

Sobre o distrito de Leiria, considerou que “evolui a várias velocidades, onde crescem e se aprofundam os fenómenos da desertificação numa parte significativa" do território, notando que os dados preliminares dos Censos de 2021 mostram os "grandes desequilíbrios e assimetrias territoriais, resultado de anos e anos de políticas de direita de PS, PSD e CDS”.

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