De acordo a CGT, as manifestações reuniram pelo menos 250 mil pessoas.

Em Paris, mais de 80 mil pessoas teriam ido à rua, segundo a CGT, e 21 mil de acordo com a polícia, uma participação mais modesta em comparação ao primeiro grande ato contra Macron, quando pelo menos 100 mil se manifestaram em Paris, segundo os organizadores, e 40 mil, conforme a polícia.

Os organizadores esperavam reunir dezenas de milhares de pessoas em Paris e em outras cidades para expressar a sua insatisfação com as reformas do governo francês em diversos âmbitos (direito dos trabalhadores, função pública, transporte ferroviário, universidades...) em detrimento, segundo eles, de determinados segmentos da população.

A mobilização não parece preocupar muito o chefe de Estado que, de São Petersburgo, declarou na sexta-feira que "isso não o deteria".

"Ouvir as pessoas não significa ser o indeciso da opinião pública. Então, assumo o facto de não presidir em função das sondagens, ou das manifestações, porque é algo que já passou da conta", avisou.

'Presentes para os muito ricos'

"Dão-se presentes para os muito ricos, convida-se para o Eliseu (o Palácio presidencial) diretores-executivos de empresas que não pagam os seus impostos e, em paralelo, congelam os salários dos funcionários, aplica-se o CSG (imposto para financiar parte da proteção social) aos aposentados", denunciou este sábado Philippe Martinez, secretário-geral do poderoso sindicato CGT, que participa no movimento de protesto.

Os outros dois grandes sindicatos nacionais, a CFDT e a FO, negam-se a fazer parte porque não querem abandonar o terreno sindical para participar num movimento com matizes políticas.

O Partido Socialista (PS) tampouco estará nas ruas, ao contrário da França Insubmissa, do Partido Comunista, ou dos ecologistas.

"Há um momento social que é necessário respeitar. E depois haverá um momento político", alegou o primeiro-secretário do PS, Olivier Faure.

"Ao querer confundir muito os momentos (...) não se ajuda o movimento social, ele fica enfraquecido", completou.

Em Paris, a marcha parte no início da tarde, no leste da capital, sob uma forte vigilância policial.

A Polícia fará "vários controlos" antes da manifestação para detetar armas e pessoas violentas, anunciou a corporação na sexta-feira.

O desfile de 1º de maio em Paris deixou danos materiais significativos e houve confrontos com a Polícia, atribuídos — de acordo com o governo — aos cerca de 1.200 manifestantes violentos de extrema esquerda.

Quatro dias depois, outra manifestação contra as políticas de Macron reuniu entre 40.000 e 160.000 pessoas, segundo as diferentes fontes, e terminou com poucos incidentes.

Em 22 de maio, cerca de 139.000 pessoas, de acordo com o Ministério do Interior, foram às ruas de inúmeras cidades francesas num protesto convocado pelos sindicatos de funcionários. Nesse dia, creches e escolas não funcionaram.

O governo francês também enfrenta, desde o início de abril, uma mobilização contra uma reforma da companhia nacional de ferrovias, a SNCF, que já registou vários dias de greve.

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