O cansaço começa a acumular. Alguns de nós estão em casa há vários dias.

Três dias, quatro dias. Sete, nove, onze. Quinze dias, no meu caso. Felizmente, vivo no campo. Tenho muito por onde andar sem me cruzar com quem quer que seja. Tenho-o feito frequentemente. É preciso ver o mundo.

Contudo, não são só os dias que andamos a contar. Fazemos também contas aos casos de Covid-19. A quem foi infetado, a quem não conseguiu resistir, a quem recuperou. Aos que foram testados mas não tinham nada.

Em Portugal, os números aumentam. Esta manhã, a DGS registava 2060 casos confirmados no país. O total de casos suspeitos, desde o início do ano, subiu para 13674 e o total de casos não confirmados é de 10212 . Há 1402 pessoas a aguardar resultado laboratorial. Nos números que custam mais a ver, contámos 23 mortes. Mas olhámos para os 14 recuperados, para manter a esperança acesa.

Por sua vez, em Itália, espera-se que as contas comecem a ser feitas ao contrário. Embora os números ainda subam, estão a ser verificados menores aumentos. Será um bom indicador?

Contamos também o tempo que falta para a boa nova que tanto se quer: uma vacina. É uma corrida contra o tempo, naquela que é uma das prioridades da ciência neste momento. Mas como funciona tudo isto? A Margarida Alpuim, jornalista do SAPO24, foi à procura de respostas e pode descobri-las neste vídeo.

Nas carteiras, as contas também começam a ser feitas e não apenas pelo comum dos cidadãos — o Fundo Monetário Internacional (FMI) já veio falar sobre a recessão mundial em consequência da pandemia do novo coronavírus: pode ser pior do que a registada após a crise financeira de 2008. Contudo, não se perca o positivismo: "Mas esperamos uma recuperação em 2021", frisou a diretora-geral, Kristalina Georgieva.

Na tentativa de deixar sugestões que ajudem a passar os dias, duas ideias:

3 dias, 50 humoristas:Festival RirEmCasa, uma nova iniciativa no Instagram, promete não nos fazer sair do sofá e trazer o melhor do humor até às nossas casas.

227 anos de um teatro (em casa): O Teatro Nacional de São Carlos inicia hoje "a disponibilização 'online' de conteúdos de livre acesso, agregados pela designação #SãoCarlosEmSuaCasa",  que narram algumas das estórias e da história deste teatro.

Depois disto, atrevo-me, como despedida, a "descontextualizar" os últimos versos do poema Cântico Negro, de José Régio:

Não sei por onde vou
Não sei para onde vou
—Sei que não vou por aí!

Não sabemos ao certo por onde passa a pandemia nem para onde vai.

Mas sabemos onde não pode chegar, onde não queremos que chegue: #StayHome. 

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