"O PS tem uma posição própria, radicada na defesa de valores que incluem os da solidariedade internacional, em particular no caso dos refugiados", sustentou Carlos César, falando aos jornalistas no final da reunião da bancada parlamentar do PS.

Em causa está a votação, prevista para sexta-feira, de textos sobre a nova administração norte-americana, presidida por Donald Trump.

O texto do PS condena em concreto as restrições em "matéria de imigração e acolhimento de refugiados", mas um outro voto já conhecido, do Bloco de Esquerda (BE), tem um alcance maior e pede uma condenação das "declarações e deliberações" do Presidente norte-americano.

"O PS tem na linguagem diplomática que usa, uma medida e intensidades próprias, as que constam do voto que nós apresentamos sobre esta matéria. Existindo um voto que introduz exatamente essa intensidade e essa medida da condenação por parte do PS, não temos necessidade de votar outros votos", sustentou Carlos César.

Na quarta-feira, o líder parlamentar do BE disse que pelo menos dois deputados do PS - Bacelar de Vasconcelos e Alexandre Quintanilha - votariam favoravelmente o voto bloquista.

Instado a comentar esta matéria, o líder parlamentar e presidente do PS foi perentório: "A posição formal não será votar favoravelmente porque temos um voto. Mas os deputados do PS não estão proibidos de se manifestar num sentido ou noutro".

A condenação do PS às "decisões da nova administração americana" no que refere às matérias de imigração e acolhimento de refugiados é, assegurou Carlos César, "uma condenação inequívoca e clara".

O texto, a que a agência Lusa teve acesso na quarta-feira, refere que as recentes medidas tomadas pela administração norte-americana, "bloqueando o acesso ao território americano a certas categorias de pessoas discriminadas em função da sua origem e credo religioso, têm suscitado justificada indignação, pelo retrocesso civilizacional que representam e pelo desrespeito por princípios elementares de Direitos Humanos, e das gentes, estruturantes da cultura ocidental e universal".

Na sexta-feira, Donald Trump assinou uma ordem executiva que suspende durante 120 dias o programa de acolhimento de refugiados nos Estados Unidos e congela durante 90 dias a emissão de vistos para os cidadãos de sete países de maioria muçulmana: Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Irão e Iémen.

Esta foi uma das medidas mais polémicas dos primeiros dias de mandato do 45.º Presidente dos EUA.

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