“Considero que a ânsia de palco, a ânsia de apresentar qualquer coisa na espuma dos dias, naturalmente, depois leva a que muitos mordam a língua. Quantas barbaridades não foram ditas e depois quis demonstrar um exemplo pior”, afirmou Jerónimo de Sousa, referindo-se ao arraial do partido IL, que falava aos jornalistas à margem de uma manifestação dos agricultores, em Lisboa.

O líder do Partido Comunista notou ainda que as condições para a realização de iniciativas de forças políticas a “elas o responsabilizam”, ressalvando que “é preciso prosseguir a vida e a retoma económica e social, que não é incompatível com o respeito pelas normas sanitárias”.

O arraial promovido pela IL decorreu no sábado, em Santos, Lisboa, contando com 20 espaços de comidas e bebidas, discursos políticos, música e dj’s.

Num parecer a que a Agência Lusa teve acesso, o Delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo, António Carlos da Silva, mostrou-se “desfavorável relativamente a todas as atividades que extravasem o referido comício político”, defendendo que “atendendo ao princípio de precaução em saúde pública, e pela situação epidemiológica atual na cidade de Lisboa, a mesma não deverá ocorrer e ser adiada”.

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