"O PCP expressa a sua clara oposição às opções do Governo português de empenhamento no processo de aprofundamento da componente militarista da UE, parte integrante do reforço das capacidades da NATO e do seu pilar europeu, e do aumento da despesa militar nacional para atingir o desígnio de 2% do PIB conforme exigência dos EUA", lê-se em comunicado.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) realiza uma cimeira de chefes de Estado e de Governo, entre terça e quarta-feira, em Londres, com a presença do primeiro-ministro português, António Costa.

"O PCP reitera que as relações internacionais de Portugal se devem reger pelo respeito do artigo 7.º da Constituição da República que afirma que 'Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança coletiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos'", defendem os dirigentes comunistas.

O PCP classifica a NATO como um "bloco político-militar agressivo, criado a 04 de abril de 1949, e cuja natureza ficou, desde logo, patente com a inclusão da ditadura fascista de Salazar como um dos seus membros fundadores".

"Ao longo dos seus 70 anos de existência a NATO, proclamando-se falsamente como defensora da democracia e da paz, confirmou-se como um instrumento de domínio imperialista hegemonizado pelos EUA, responsável pela ingerência e guerras contra a soberania, a democracia e os direitos de estados e dos seus povos", lamentam os responsáveis comunistas.

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