O dirigente socialista começou por dizer aos jornalistas que “José Luís Carneiro é um grande socialista”, mas apoia Pedro Nuno Santos que “tem carisma e assumiu os seus erros”, afirmou Álvaro Beleza, dirigente histórico do Partido Socialista, respondendo às críticas recentes de Carneiro a Pedro Nuno Santos.

“Entrei em 1985 no Partido Socialista, juntamente com o Francisco Assis, apoiei o Mário Soares e somos da chamada esquerda liberal e entendemos que estar com o Pedro Nuno é estar com aquilo que o PS sempre foi”, disse Beleza que acredita que o país precisa de reformas.

“O Partido Socialista é um partido plural, e a minha candidatura é transversal e representa todas as versões do PS”, acrescentou Pedro Nuno Santos.

“O Álvaro Beleza e o Francisco Assis não estão comigo desde ontem, e somos uma candidatura onde estamos todos, o partido inteiro, onde ninguém é excluído”, afirmou ainda Pedro Nuno Santos.

O candidato falava aos jornalistas à porta do Hospital Santa Maria, em Lisboa, depois de um almoço com o dirigente socialista e presidente da Sedes - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, Álvaro Beleza.

O candidato à liderança do PS disse que o seu partido está “num processo interno” que acontece num momento muito próximo das legislativas. “Temos muito trabalho, e neste momento, tudo o que não queremos é dar argumentos à direita e por isso vamos debater internamente os destinos do PS", disse, rejeitando a hipótese de debates públicos com os outros candidatos à liderança do Partido Socialista.

Às eleições diretas socialistas de 15 e 16 de dezembro apresentaram-se até agora três candidatos, o atual ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, o ex-ministro das Infraestruturas Pedro Nuno Santos e Daniel Adrião, dirigente da linha minoritária de oposição ao atual secretário-geral, António Costa.

"Acho importante que o processo Operação Influencer seja resolvido o mais depressa possível. Quanto mais depressa tivermos o desfecho melhor para todos, melhor para o país", respondeu Pedro Nuno Santos, às questões colocadas pelos jornalistas.

"Como dizia António Arnaut, o SNS é um cabo de abril. Foi de facto a maior construção coletiva que o país fez e por isso não podemos desistir dele. Resolver o SNS é ultrapassar os problemas do SNS e não destruí-lo. Temos de cuidar do SNS, fazendo o que ainda não foi feito", disse Pedro Nuno numa tentativa de voltar ao que o levou a visitar o Santa Maria esta tarde.

"Queremos reformar o SNS, há reorganização a ser implementada que é fundamental, O nosso problema não é só com profissionais de saúde, mas em termos estruturais que vão ser resolvidos", prometeu. "É fundamental chegarmos a acordo com os médicos. Tenho confiança no atual ministro da Saúde e não tenho dúvidas que vai conseguir o acordo", garantiu o candidato a secretário-geral do PS, concluindo que "os problemas do SNS não se resolvem desistindo. Tem de ser protegido [o SNS] daqueles que estão a aproveitar estes sinais de fragilidade".

(notícia atualizada às 16:01)

*com Lusa

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