Em Fortaleza, capital do estado do Ceará, diversos edifícios da administração foram alvo de ataques e cinco autocarros foram incendiados no sábado e no domingo, indicou, em comunicado, a secretaria de Segurança Pública do estado nordestino.

Três presumíveis delinquentes foram mortos numa troca de tiros com a polícia, declarou a secretaria de Segurança Pública.

Duas outras cidades do Ceará sofreram também ataques.

Segundo o portal de informação G1, indivíduos não identificados tentaram pegar fogo a um edifício das forças de segurança em Sobral, no norte do estado, e dezenas de veículos foram incendiados num parque da administração em Cascavel, junto à costa Atlântica.

Seis pessoas foram detidas, anunciaram as autoridades do estado, que não avançaram de imediato hipóteses quanto à identidade dos autores destes atos de violência.

De acordo com informações divulgadas na imprensa local, os ataques poderão ser represálias do crime organizado ao bloqueio da rede de telemóvel na prisão.

“Vivemos uma crise sem precedentes. É inegável que as fações [criminosas] se reforçaram no nosso estado e que as nossas prisões funcionam neste momento como oficinas do crime”, declarou o presidente do sindicato local dos guardas prisionais, Valdomiro Barbosa, citado pela Agência Brasil.

Confrontada com uma vaga de assassínios sem precedentes, Fortaleza é a capital de estado mais violenta do Brasil.

A cidade registou em 2017 um aumento de 96,4% dos homicídios em relação a 2016, segundo números oficiais.

Este grande aumento é, segundo os especialistas, uma consequência da luta entre grupos rivais de traficantes de droga em curso na região.

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