Fonte oficial do BE adiantou à agência Lusa que esta reunião será para “debate da situação política”, quase uma semana depois das eleições presidenciais de domingo, que reelegeram Marcelo Rebelo de Sousa.

Na noite eleitoral de domingo, a derrota da recandidata bloquista Marisa Matias foi cedo assumida, tendo caído do terceiro lugar alcançado em 2016 para quinto e perdendo cerca de 300 mil votos.

A abstenção nas eleições de domingo, vencidas pelo recandidato Marcelo Rebelo de Sousa, foi de 54,55% no território nacional, a mais elevada de sempre em sufrágios para a escolha do chefe de Estado, tendo os três candidatos de esquerda, Ana Gomes, João Ferreira e Marisa Matias, tido globalmente o resultado mais baixo de sempre em presidenciais.

Em 2016, Marisa Matias tinha conseguido a terceira posição, com 10,12% - 469.526 votos - tornando-se então a mulher mais votada de sempre para esse cargo.

Nas eleições de domingo, a recandidata bloquista perdeu esta “medalha” para Ana Gomes e caiu para a quinta posição, ficando atrás do comunista João Ferreira, e, de acordo com os resultados com três consulados por apurar, conseguiu apenas 3,95%, ou seja, 164.690 votos, num universo global de votantes também ele bastante menor do em 2016 graças à abstenção.

Com este resultado, tal como o candidato apoiado pelo PCP, a candidata apoiada pelo BE não vai ter direito à subvenção estatal para cobrir as despesas de campanha por ter tido menos de 5% dos votos.

É preciso recuar a 2001 para encontrar um resultado pior numa candidatura exclusivamente apoiada pelo BE, quando o fundador Fernando Rosas conseguiu apenas 2,98% dos votos, quase 129 mil, ficando em quarto lugar de cinco candidatos.

Em 2006, numa candidatura protagonizada pelo fundador e ex-líder bloquista, Francisco Louçã, o resultado, em termos absolutos de número de votos, foi melhor do que o deste ano, já que conseguiu 5,31%, cerca de 288 mil votos.

O mau resultado e o não cumprir dos objetivos eleitorais traçados foram cedo assumidos pelo BE na noite eleitoral do BE: primeiro pelo líder parlamentar, Pedro Filipe Soares, depois pela própria Marisa Matias e, por fim, pela líder do BE, Catarina Martins.

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