"Não entendo o pedido que me fizeram para retirar a denúncia sob o pretexto de que hoje sou chefe de governo. Isso significa que o poder judiciário se comporta de maneira diferente dependendo da função que alguém ocupa?", afirmou em entrevista ao jornal Il Corriere della Sera.

A denúncia foi feita há dois anos por Meloni quando era ainda apenas líder do partido pós-fascista Fratelli d'Italia (Irmãos da Itália), formação então opositora e que sempre foi a favor de uma política rígida contra a migração.

Várias organizações de defesa da liberdade de imprensa pediram à primeira-ministra que retirasse a denúncia antes da abertura do julgamento no início de novembro, por considerarem que ela envia uma mensagem alarmante a todos os jornalistas e escritores do país, que poderiam deixar de exprimir opiniões livremente por medo de represálias.

"Acho que tudo isso vai ser tratado de forma justa e perante a separação de poderes", disse Meloni. "O que peço ao poder judiciário é que defina a fronteira entre o direito legítimo de crítica, a injúria gratuita e a difamação", enfatizou.

O caso remonta a dezembro de 2020, quando Saviano comentou num programa de televisão sobre a morte de um bebé da Guiné de seis meses num naufrágio e chegou a acusar Meloni pelo uso político do fenómeno da migração.

"Só posso dizer a Meloni e (Matteo) Salvini: bastardos! Como podem fazer algo assim?", lamentou Saviano no programa.

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