“O agressor é cunhado das vítimas, vive com uma das irmãs e elas estão institucionalizadas. Isto é um quadro socioeconómico desfavorecido e com alguma disfuncionalidade da família e, como medida protetiva, as meninas estavam numa instituição”, explicou à agência Lusa o coordenador da diretoria do Centro da Polícia Judiciária (PJ), em Coimbra.

Camilo de Oliveira acrescentou ainda que “as meninas visitavam a irmã e o respetivo cunhado, o agressor, nas quadras festivas e nas férias escolares e era nesta altura que os abusos aconteciam”.

Atualmente, as irmãs têm 16 e 15 anos e, segundo o inspetor da PJ, “os abusos à mais velha começaram quando tinha 10 anos e duraram até aos 13, e os abusos com a mais nova começaram quando tinha 14” anos.

“Apesar de continuarem algumas aproximações, ela [a irmã mais velha] apresentou resistência, o que costuma acontecer à maneira que vão crescendo e vão tendo outra capacidade de resistência”, precisou.

Segundo Camilo de Oliveira, o homem, de 35 anos, profissionalmente pintor de construção civil, mas desempregado, “tem antecedentes criminais e já foi condenado por crimes de abuso sexual de crianças em cinco anos de prisão efetiva”.

A PJ do Centro adiantou que a detenção foi em cumprimento de mandado de detenção emitido pelo Ministério Público, uma vez que “os factos são denunciados pela instituição” onde as meninas viviam.

“É quando começa a investigação”, assumiu Camilo de Oliveira.

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