As expressões foram usadas por Manuel Sousa na conferência de imprensa convocada para analisar dois anos de mandato da maioria PSD/CDS, em que apontou contradições entre as afirmações do presidente da Câmara e a política seguida, dando como exemplo as contestadas obras do Rossio e da Avenida Lourenço Peixinho.

No primeiro caso, a Câmara de Aveiro vai avançar com a requalificação do jardim, mas com a construção de um estacionamento em cave. No segundo suprime o separador central, onde existe a pista ciclável.

“Assistimos à aventura de grandes obras, numa opção pelo alcatrão e pelos carros que demonstra a paranoia de dizer uma coisa e fazer outra”, disse Manuel Sousa, referindo-se à alegada aposta nos modos suaves de transporte.

O também vereador da oposição, pelo PS, atribui ainda à “falta de memória” a falta de concretização de medidas anunciadas por Ribau Esteves, como os transportes a pedido e o orçamento municipal participativo.

“Em defesa do ambiente fazem-se grande declarações de princípio, mas colocam-se mais carros no centro da cidade. Fala-se em ‘ferry’ elétrico, em moliceiros elétricos, autocarros elétricos, mas as pessoas que vivem nos arredores da cidade, a menos de 10 quilómetros, demoram uma hora para chegar ao centro por falta de investimento nos transportes”, apontou.

Lembra que são já 14 anos da atual maioria, tempo “mais que suficiente para tapar buracos”, e critica atrasos em várias obras municipais.

“É bipolaridade política e propaganda, quando fala de liderança regional: é apenas no papel e basta comparar o orçamento de Aveiro, por exemplo, com Viseu”, observou.

Joana Valente, também vereadora pelo PS, criticou a falta de aposta em novas centralidades: “Proclama-se a coesão territorial e a periferia está a ser desertificada como se vê pela carta educativa”.

No mesmo sentido, os socialistas estão descontentes por não haver uma descentralização cultural, pois “é anunciada a candidatura a Capital Europeia da Cultura, mas nada se investe nos centros culturais das freguesias e na produção de conteúdos”.

Também o vereador socialista João Sousa renovou a proposta do PS de saída do Programa de Ajustamento Municipal, com as exigências de taxas e impostos no máximo, considerando que “há condições para essa saída”, que Ribau Esteves está a protelar com o horizonte nas próximas eleições autárquicas.

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