“Neste momento, o que ouvimos são afirmações desencontradas de dirigentes de partidos que suportam o atual Governo. Verdadeiramente, não conhecemos nada [sobre a proposta de aumento das pensões mínimas]. O que sabemos é que nós aumentámos as pensões mínimas em 6,2% no tal período tão difícil e tão severo que vivemos entre 2011 e 2014, quando antes o PS as congelou”, afirmou Marco António Costa, em conferência de imprensa no Porto quando confrontado com a possibilidade de as pensões mais baixas terem um aumento de 10 euros.

O pretexto para a conferência era denunciar o “inaceitável embuste” do estudo “Desigualdades de Rendimentos e Pobreza em Portugal”, de acordo com o qual os mais pobres foram especialmente penalizados com a quebra de rendimento dos portugueses entre 2009 e 2014.

De acordo com vice presidente do PSD, foi “durante o governo do PS, até 2011, que os pobres foram mais penalizados do que os ricos”.

Para Marco António Costa, “as conclusões apresentadas pelos autores do estudo e a forma como foram apresentadas permitiram ser aproveitas para favorecer uma visão distorcida da realidade”. O social democrata exemplifica: “A novidade que mereceu mais destaque na divulgação do estudo foi que os ricos, afinal, tinham suportado um esforço proporcionalmente menor do que os pobres durante o ajustamento. Ora, esta novidade é falsa”

“A maior parte da redução de rendimentos no período 2009-2014 ocorre por efeito das medidas orçamentais adotadas pelo governo do PS. Entre agosto de 2011 e maio de 2014, a classe de rendimentos mais elevados passou a figurar entre as mais afetadas”, destacou.

Para o responsável, a opção pelo aumento dos impostos diretos feita pelo governo PSD/CDS foi “um instrumento fundamental no combate à desigualdade e à pobreza”.

“Justamente o inverso do que o atual governo do PS está a fazer, ao colocar a máxima pressão fiscal nos impostos indiretos, os que atingem de forma mais cega e indiscriminada os estratos mais desfavorecidos da população”, sublinhou.

Na análise feita ao estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, o PSD conclui que os efeitos do programa de ajustamento, levado a cabo enquanto esteve no Governo, “foram conscientemente contidos para os estratos mais desfavorecidos da população, minimizando os impactos negativos ao nível das desigualdades”.

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