As principais redes sociais suspenderam as contas de Trump, que tem milhões de seguidores, após o ataque ao Capitólio, acusando-o de ter incentivado os seus apoiantes a desafiar os resultados da eleição presidencial.

“A decisão das plataformas de internet dos EUA de bloquear o chefe de Estado pode ser comparada a uma explosão nuclear no ciberespaço”, escreveu Zakharova na sua página da rede social Facebook.

“Não é a destruição que assusta as pessoas, mas as consequências”, acrescentou, afirmando que “foi desferido um golpe nos valores democráticos defendidos pela sociedade ocidental”.

O Facebook e o Twitter suspenderam indefinidamente a conta de Donald Trump, que tenta, há meses, desacreditar o processo eleitoral norte-americano e acusar, sem provas, os democratas de lhe terem “roubado a eleição”.

Para justificar a decisão, as duas redes fizeram referência ao risco de violência futura, nomeadamente na cerimónia de tomada de posse do Presidente eleito, Joe Biden.

A decisão destas redes sociais foi mal recebida por alguns líderes europeus, como a chanceler alemã, Angela Merkel, que considerou a medida “problemática”, já que mostra o poder das plataformas em termos de liberdade de expressão.

Também o diretor executivo do Twitter, Jack Dorsey, admitiu hoje que a decisão pode estabelecer um precedente perigoso.

"Não celebro nem sinto orgulho por termos banido [a conta] “@realDonaldTrump do Twitter", escreveu Dorsey naquela rede social, numa série de mensagens em que questionou se a expulsão do Presidente cessante dos Estados Unidos daquela plataforma foi a atitude correta, após a violenta invasão do Capitólio, em 6 de janeiro, por militantes instigados por Trump.

O responsável apontou que, em circunstâncias normais, um utilizador expulso por violar as regras de uma rede social pode recorrer a outra, mas recordou que, no caso de Trump, outras redes sociais decidiram igualmente suspendê-lo indefinidamente, após o anúncio do Twitter, abalando o equilíbrio do poder.

O Twitter era o principal instrumento de comunicação de Donald Trump, que tinha 88 milhões de seguidores naquela rede social.

Em 8 de janeiro, aquela rede social suspendeu de forma permanente a conta de Trump, citando os riscos de “nova incitação” à violência, dois dias depois de os seus apoiantes terem invadido o Capitólio.

O Facebook e outras redes sociais também suspenderam por tempo indefinido o perfil de Donald Trump, alegando risco de violência durante a cerimónia de tomada de posse de Joe Biden, em 20 de janeiro. O YouTube suspendeu igualmente a conta de Trump por sete dias, na terça-feira.

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