Nesta casa, as almofadas organizam festas num cantinho, vive um livro que nunca dorme e viaja-se dentro de um balão. Há um bebé-recorde e põe-se o prego a fundo num BMW amarelo. Nesta casa, que fez “puff” há 17 anos, basta imaginar — ou Acreditar — para que um abismo se transforme num caminho que se faz em conjunto.

"Era uma vez na Casa Acreditar", um trabalho da jornalista do SAPO24 Margarida Alpuim, com fotografia de Paulo Rascão e Pedro Marques dos Santos, e edição de Inês F. Alves, foi destacado com uma Menção Honrosa na categoria Imprensa/Online do Prémio de Jornalismo "Os Direitos da Criança em Notícia".

A reportagem aborda o tema do cancro pediátrico, dando a conhecer a Casa Acreditar de Lisboa, onde a associação acolhe famílias de crianças e jovens com cancro que precisam de fazer tratamentos na capital.

Não é um trabalho sobre a doença, as questões médicas ou o sofrimento das crianças, dos jovens e das suas famílias. É uma história contada a partir de personagens que têm tanto de imaginário como de real — um bebé-recorde, um balão sem horas, um BMW amarelo, almofadas que dão festas, sementes que fazem “puff” e um livro que nunca dorme.

A série “Era uma vez na Casa Acreditar”, publicada por ocasião do Dia da Criança, conta a história de seis personagens que têm tanto de imaginário como de real.

Escolha uma delas para começar e embarque nesta viagem

A todo o gás à boleia do BMW amarelo da Tatiana

Bem-vindo, bebé-recorde!

Uma viagem no tempo no balão da professora Paula

Ansfriede, uma espécie de regadora de sementes que fazem “puff” e se transformam em livros e casas

Quando os Barnabés se juntam, é uma festa de almofadas. Ali, o Lucas é “chato” e isso é bom

O Livro Que Nunca Dorme. E os segredos que Isabel lá guarda

São seis capítulos sobre um lugar onde todos os dias se multiplicam ligações e memórias de vida em vez de abismos ou solidão, e se soma a necessidade de viver o hoje em pleno à esperança de perder a conta aos anos de vida. A Acreditar - Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro tem mais duas casas, em Coimbra e no Porto.

Na mesma categoria, receberam ainda Menção Honrosa Luciana Leiderfarb, do Expresso, com "Em nome do Filho"; Joana Gonçalves, da Rádio Renascença, com "Vítimas silenciosas, testemunhas silenciadas"; e Tânia Pereirinha, do Observador, com "Bebés doentes ou indesejados, abandonados com dias de vida. Foram 10 num só ano e C. foi um deles".

As vencedoras da sexta edição do prémio de jornalismo “Os Direitos da Criança em Notícia” foram Ana Mafalda Inácio, do Diário de Notícias (categoria imprensa/online), Rita Colaço, da Antena 1 (rádio), e Maria Amélia Moura Ramos, da SIC (televisão).

Promovido pelo Fórum sobre os Direitos das Crianças e dos Jovens e com o apoio do Fundo Cultural da SPA-Sociedade Portuguesa de Autores, o Prémio de Jornalismo “Os Direitos da Criança em Notícia” dirige-se a todos os profissionais da Comunicação Social com trabalhos desenvolvidos na área de divulgação dos Direitos da Criança. Esta iniciativa pretende reconhecer trabalhos jornalísticos divulgados a nível nacional na Imprensa, Rádio, Televisão e Online que incidam sobre temáticas ligadas à infância e juventude.

As 52 peças jornalísticas concorrentes abordaram problemáticas tão distintas como a violência no namoro, a regulação da responsabilidade parental, o cancro pediátrico, o abuso sexual, os maus-tratos, o abandono, o bullying, o brincar
e as crianças imigrantes, entre outras questões centrais para a proteção e promoção dos Direitos das Crianças.

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