Este “compromisso inequívoco” da UE com a segurança de Israel foi transmitido ao novo governo em funções em Telavive através de um telefonema entre Josep Borrell e o novo chefe da diplomacia israelita, Gabi Ashkenazi, informou o Serviço Europeu para a Ação Externa, em comunicado.

A UE espera “continuar a trabalhar com o Governo israelita de forma construtiva e integral”, no espírito de “amizade duradoura” que une as duas partes, que partilham “fortes laços políticos, históricos e culturais”, frisa o comunicado.

Os dois políticos mantiveram uma conversa “honesta e aberta” sobre diversos assuntos bilaterais e de interesse mútuo e Borrell reafirmou a intenção da UE de, simultaneamente, “trabalhar com Israel para promover a paz e a segurança global” na região.

Borrell e Ashkenazi aceitaram manter um contacto estreito e o chefe da diplomacia já convidou o o novo ministro a deslocar-se a Bruxelas “mal as condições o permitam”.

Esta aproximação acontece depois de, há uma semana, Israel ter acusado a União Europeia de recorrer a uma “diplomacia de megafone”, em resposta à declaração de Josep Borrell contra a anexação de territórios na Cisjordânia proposta pelo novo governo israelita.

Antes, o Alto Representante da UE tinha assumido “grave preocupação” face à possível anexação de mais territórios palestinianos.

A proposta de paz para a região do Médio Oriente, apresentada pelos Estados Unidos, prevê a anexação por Israel do vale do Jordão, faixa de terras agrícolas que representa cerca de 30% da Cisjordânia, e dos mais de 130 colonatos, e a criação de um Estado palestiniano no território amputado.

Segundo o governo da coligação israelita, a proposta pode começar a ser legislada a partir de julho.

A proposta é questionada pela UE e por boa parte da comunidade internacional, e rejeitada pelos palestinianos.

O novo governo junta o Likud (direita), de Benjamin Netanyahu, e a coligação centrista Azul e Branco, do ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Benny Gantz e respetivos aliados.

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