Os mortos são três adultos e quatro crianças, informaram as mesmas fontes.

As autoridades conseguiram resgatar até ao momento 55 pessoas com vida.

O presidente do governo regional do Príncipe, José Cassandra, que se encontrava na capital, São Tomé, para encontros com representantes do executivo são-tomense e para uma reunião do Conselho Superior de Defesa, agendada para esta sexta-feira, regressou entretanto à ilha do Príncipe, disse fonte do seu gabinete.

A mesma fonte adiantou à Lusa que o governo regional estava a realizar uma reunião de emergência às 17:30 (menos uma hora que em Lisboa).

O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, convocou a imprensa para prestar declarações às 17:00 locais (18:00 em Lisboa).

O navio “Anfitriti” fazia a ligação entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, uma viagem que dura entre seis e oito horas, e naufragou às primeiras horas da manhã de hoje, já próximo da ilha do Príncipe.

O primeiro socorro às vítimas foi feito por barcos particulares, nomeadamente de pescadores.

Também o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento (MRCC) de Lisboa prestou apoio às autoridades de S. Tomé e Príncipe nas operações de busca e salvamento, após contacto com o navio patrulha NRP Zaire, em missão naquele país.

O MRCC solicitou ainda ao Instituto Hidrográfico o cálculo da deriva, prontamente efetuado, por forma a ajudar as autoridades são-tomenses e todos os meios envolvidos nas buscas.

O NRP Zaire, com uma guarnição constituída por militares portugueses e são-tomenses, navegou de imediato para o local do naufrágio. A bordo seguiu uma equipa de mergulhadores da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe e uma equipa médica que se junta ao enfermeiro do navio português e é constituída por um médico e um socorrista do Exército de São Tomé e um enfermeiro da Guarda Costeira local.

O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, anunciou a “abertura imediata de um inquérito” ao naufrágio de um navio, ocorrido esta manhã ao largo da ilha do Príncipe.

“Todas as medidas estão a ser tomadas, para em primeiro lugar se encontrar rapidamente os desaparecidos e garantir toda a assistência aos sobreviventes, e num segundo momento, se proceder à abertura imediata de um inquérito para se apurarem as causas deste trágico acidente e assacar as eventuais responsabilidades”, afirmou o chefe do Governo de São Tomé e Príncipe, em declarações aos jornalistas.

O navio "Anfitriti" zarpou do porto de São Tomé com destino à cidade de Santo António e adornou já perto da ilha do Príncipe, afundando-se em seguida. Suspeita-se que o excesso de carga possa estar na origem do naufrágio.

O navio é habitualmente utilizado por residentes da ilha do Príncipe, que se deslocam à capital para fazer compras.

A ilha do Príncipe comemora a partir deste fim de semana a festividade d0 24.º aniversário da autonomia da região.

Este é terceiro acidente marítimo grave na ligação entre as duas ilhas. Há cerca de dois anos, o navio “Ferro-Ferro” desapareceu com pelo menos 12 passageiros e tripulantes, não se sabendo até hoje exatamente o que aconteceu.

Há cerca de dois meses, uma outra embarcação ficou à deriva no alto mar durante cerca de cinco horas, por falta de combustível, com mais de 51 passageiros a bordo.

[Notícia atualizada às 20h07]

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