"Aquilo que nós queremos fazer é colocar medidores, sensores de qualidade do ar, disseminados por zonas de maior pressão rodoviária, e fazer disso um instrumento de intervenção no território e começar a assumir que a partir de determinados valores nós temos mesmo de dizer parou e não há circulação", revelou hoje o presidente daquele município do distrito do Porto, Eduardo Vítor Rodrigues.

O autarca falava em Gaia na apresentação do projeto de neutralidade energética e reutilização de águas residuais da estação de tratamento de águas residuais de Gaia Litoral que representa uma poupança anual de energia próxima de 3 GWh e se traduz numa redução de custos superior a 300 mil euros por ano.

Segundo o autarca, o projeto-piloto de colocação de sensores arranca no mês de maio, sendo que a câmara já instalou nestes locais - avenida da República e EN222 - dois ecrãs nos quais vão ser divulgados os valores aferidos no que respeita à qualidade do ar.

"Eu julgo que hoje ninguém tem dúvidas de que, em algumas zonas urbanas do concelho, a qualidade do ar nem sempre é boa, porque temos hoje uma pressão de transporte privado, mas sobretudo transporte público e pesado que nos está a dificultar essa qualidade. Só que não há medição e como não há medição andamos todos tranquilos, porque o que não conhecemos não nos inquieta", defendeu.

Nesta primeira fase, o objetivo é claramente pedagógico, pelo que "ninguém vai fechar estradas", explicou o socialista.

Com estes dois projetos-piloto, o município acredita estar a contribuir para a descarbonização do concelho e a melhoria do espaço público.

Ainda durante o mês de maio, a autarquia vai pôr em marcha um outro projeto, a que chamou, centros “Ecotudo”, nos quais os cidadãos vão poder entregar "aquilo que já não lhes faz falta".

Estes centros, que vão ser distribuídos pelas freguesias, podem receber desde pneus velhos a detritos de obras de casa, roupa e quase tudo o que possa ser reutilizado.

Em troca, os munícipes podem receber "um vale de compras ou de desconto nas idas aos equipamentos municipais, como museus, piscinas ou pavilhões", explicou o presidente da câmara.

"O município e as freguesias investem depois na sua entrega à indústria, na perspetiva já não da reciclagem porque a reciclagem tem uma abordagem muito focada no papel, no plástico e no vidro, mas da sua reutilização e transformação", esclareceu.

De acordo com Eduardo Vítor Rodrigues, os centros “Ecotudo” arrancam em maio, "muito provavelmente no miolo do concelho", mas vão ser instalados gradualmente nas 15 freguesias do município.

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