Em comunicado, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) indica que na segunda-feira os trabalhadores da Transtejo iniciam um ciclo de greves, de três horas por turno de serviço, que durará até à próxima sexta-feira.

Por seu turno, os trabalhadores da Soflusa iniciam na terça-feira um ciclo de quatro dias de greve, com paralisação durante todo o período de trabalho.

Estas greves já tinham sido anunciadas em junho, após plenários dos trabalhadores da Transtejo e da Soflusa, mas ainda sem data definida.

Num alerta publicado pela Transtejo/Soflusa, na sua página da internet, pode ler-se que está prevista a “interrupção do serviço regular” na Soflusa, devido à greve convocada por organizações sindicais representativas dos trabalhadores.

Assim, vão registar-se interrupções na carreira fluvial do Barreiro para o Terreiro do Paço (Lisboa) entre segunda-feira e 23 de julho, sendo o último barco às 22:25 e o primeiro às 00:05 do dia seguinte.

O mesmo se verifica na carreira fluvial do Terreiro do Paço para o Barreiro, sendo o último barco às 22:50 e o primeiro às 00:30 do dia seguinte.

A empresa alerta que durante o período de greve os terminais estarão encerrados, por motivos de segurança.

Na mesma página da internet pode ler-se um aviso sobre a interrupção de algumas carreiras fluviais da Transtejo, entre segunda-feira e 22 de julho, devido à greve parcial e ao trabalho suplementar dos trabalhadores.

As interrupções afetam as carreiras fluviais de Cacilhas (Almada) para o Cais do Sodré (Lisboa) e no sentido inverso, com especial incidência nas “horas de ponta” da manhã e da tarde.

Na segunda-feira, no sentido Cacilhas-Cais do Sodré, a primeira carreira fluvial é feita às 10:15 e tem depois uma interrupção no período da tarde entre as 16:15 e as 20:38.

No dia seguinte e até ao dia 22 a primeira carreira fluvial neste sentido é feita às 11:55.

No sentido Cais do Sodré – Cacilhas, irá verificar-se um maior impacto do período da tarde, uma vez que haverá interrupção do transporte entre as 16:30 e as 20:50, situação que terá lugar até ao dia 22.

De acordo com a Fectrans, os trabalhadores exigem o aumento dos salários e medidas que combatam a degradação do serviço público, devido à falta de trabalhadores e ao envelhecimento da frota.

Atualmente, adianta a estrutura sindical, a Transtejo já tem navios novos (do concurso de navios elétricos), mas por falta de baterias os mesmos estão imobilizados.

Por outro lado, adianta a Fectrans, por falta de trabalhadores "há recurso a imensas horas extraordinárias, havendo trabalhadores com horários de 16 horas por dia".

Desde o início do ano, mais de mil circulações não foram efetuadas.

“São os trabalhadores que, com o seu empenho, procuram garantir um serviço público de qualidade, com a falta de meios que existe, mas têm como contrapartida, pelo reconhecimento do seu esforço, uma proposta de atualização salarial de 0,9%”, acrescenta a estrutura sindical.

Em junho, os trabalhadores da Transtejo e da Soflusa realizaram greves entre 11 e 13 de junho.

A Transtejo e a Soflusa têm a mesma administração e ambas asseguram as ligações fluviais entre a margem sul e Lisboa.

A Transtejo é responsável pela ligação do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa, enquanto a Soflusa faz a travessia entre o Barreiro, também no distrito de Setúbal, e o Terreiro do Paço, em Lisboa.

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