“O tribunal da cidade de São Petersburgo acaba de proferir a sua sentença: reconheceu a Vesná como uma ‘organização extremista'”, informou o movimento na sua conta da rede social Telegram.

O Vesná anunciou que pretende recorrer da sentença, e prometeu “continuar a trabalhar aconteça o que acontecer”, dentro e fora da Rússia.

O movimento refutou as acusações de que é alvo, considerando-as “absurdas”, e afirmou que não é segredo que sempre defendeu um protesto pacífico a favor de reformas democráticas baseadas nas ideias de liberdade e nos princípios do Estado de direito.

O Vesná tem manifestado oposição à campanha militar russa na Ucrânia e também defende a alternância de poder no Kremlin.

Quando, em 21 de setembro, o Presidente russo Vladimir Putin decretou a mobilização parcial de 300 mil reservistas diante do avanço ucraniano no leste e sul do país vizinho, o Vesná organizou um protesto nacional, uma manifestação pacífica convocada através da rede social Telegram que foi repetida três dias depois.

“Nada nos impedirá no caminho rumo ao nosso objetivo: acabar com a guerra criminosa e o derramamento de sangue sem sentido, e salvar o maior número de vidas possível de ambos os lados”, garantiu o movimento russo.

“Embarcámos neste caminho conscientemente e iremos até ao fim. Falar, resistir, ajudar amigos e familiares a não chegar à frente (de batalha) ou a voltar dela. Este é o nosso dever cívico”, sublinhou.

O Ministério Público, que desencadeou o processo hoje julgado pelo tribunal, acusou a organização de se dedicar a “minar a segurança pública e os fundamentos da ordem constitucional”.

Para tal, de acordo com a acusação, utilizou várias tecnologias para fins políticos, incluindo apelos através das suas redes sociais para protestos em massa ilegais e “o uso da violência contra as autoridades policiais”.

O Ministério da Justiça já tinha incluído em outubro passado o Vesná na lista de organizações não registadas que atuam como agentes estrangeiros.

Por seu lado, o Serviço Federal de Supervisão Financeira (Rosfinmonitoring), dedicado à luta contra o branqueamento de capitais e o terrorismo, juntou-o à lista de grupos terroristas e extremistas.

O Vesná é um movimento fundado em 2013 em São Petersburgo tendo na sua base jovens de vários partidos da oposição.

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