Em novembro será realizado um referendo constitucional na Flórida sobre o tema, juntamente com a eleição presidencial dos Estados Unidos. A legalização do uso recreativo da canábis é um assunto sensível para os eleitores jovens e uma maioria dos menores de 50 anos deseja a sua aprovação.

"Na Flórida, assim como em outros estados que o aprovaram, uma quantidade de canabis por pessoa será autorizada para os adultos", escreveu Trump em sua rede, Truth Social.

"Ninguém deveria ser classificado como delinquente na Flórida por algo que é legal em tantos outros estados. Não precisamos desperdiçar vidas e esbanjar dólares dos contribuintes em deter adultos por posse de quantidades de erva para consumo pessoal", acrescentou.

No entanto, Trump instou a aplicação de uma lei que impeça o uso de canábis em público "a fim de que não seja sentido por toda parte, como acontece em tantas cidades governadas pelos democratas".

Em 2016, durante a campanha à presidência, Trump disse que deixaria nas mãos das autoridades locais a regulamentação sobre o tema.

Mas quando chegou à Casa Branca, mostrou-se mais discreto e chegou a apoiar posições mais duras sobre o tema, impulsionadas por seu secretário de Justiça, Jeff Sessions.

Em 2018, revogou a política federal de tolerância, adotada pelo governo do seu antecessor, o democrata Barack Obama, em relação à legalização do uso recreativo da canábis, libertando promotores a perseguirem consumidores comuns.

Embora três quartos dos americanos morem em estados onde a canábis é legal, ainda não o é ao nível federal. O Departamento de Justiça sob o comando do presidente democrata Joe Biden publicou, em maio, uma recomendação para reclassificar a canábis como uma droga menos perigosa do que se considera atualmente.