“O apelo que lhe queremos deixar para que ele [Presidente da República], que, permita-se a expressão, seja o guardião desse mesmo acordo e dos princípios para a estabilidade que o país tem que manter para obtermos investimento, para captarmos investimento, para gerarmos crescimento económico, que é a razão primeira para resolvermos todos os nossos problemas”, disse o presidente da Confederação Empresarial de Portugal – CIP, em Lisboa.

António Saraiva indicou que o apelo será feito na sexta-feira, durante a audiência pedida pelas confederações patronais ao Presidente da República logo depois da assinatura do acordo de Concertação Social.

“Imediatamente solicitamos uma audiência ao senhor Presidente da República para lhe explicarmos em detalhe as razões que nos levaram, correspondendo ao seu apelo, a celebrar um acordo de Concertação Social para a estabilidade social que ele implica”, afirmou.

O Presidente da República recebe na sexta-feira os representantes das quatro confederações patronais, a poucos dias de o parlamento poder chumbar a descida da Taxa Social Única (TSU) para os empregadores, após acordo em Concertação Social.

Na segunda-feira, o Presidente da República recebe a central sindical UGT, que também subscreveu o acordo alcançado entre o Governo e os parceiros sociais em 22 de dezembro e assinado na terça-feira.

A redução da TSU dos empregadores em 1,25 pontos percentuais pode ser travada pela Assembleia da República a 25 de janeiro, quando serão debatidas as apreciações parlamentares de BE e PCP para evitar a sua entrada em vigor, em fevereiro.

O PSD também já anunciou que vai votar ao lado do PCP e do BE.

A redução da TSU dos empregadores em 1,25 pontos percentuais foi aprovada em sede de Concertação Social entre o Governo e os parceiros sociais – à exceção da CGTP – a par do aumento do Salário Mínimo Nacional de 530 para 557 euros, que já está em vigor desde 01 de janeiro.

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