Em declarações à agência Lusa, o responsável pelo Núcleo de Robótica do Departamento de Eletrónica Industrial da UMinho, Fernando Ribeiro, explicou que a adaptação dos brinquedos para crianças com paralisia cerebral será feita pelos próprios alunos da academia, com o "objetivo simples" de "fazer uma criança feliz.

A campanha, que decorre até 15 de dezembro, pretende angariar o "máximo de brinquedos possível", eletrónicos ou não eletrónicos, sendo os locais de recolha, os Complexos Desportivos Universitários de Gualtar e Azurém e a Sociedade Martins Sarmento (situada no centro de Guimarães).

"Os brinquedos adaptados para crianças com necessidades especiais são muito caros, brinquedos que custam normalmente 20 ou 30 euros passam a custar 200 ou 300. Com esta campanha queremos fazer uma criança feliz com um brinquedo que acaba por não ser de muito fácil acesso", explicou o docente.

Segundo explicou Fernando Ribeiro, toda a adaptação será feita por estudantes em regime de voluntariado.

"Durante uma semana, nos laboratórios, pomos os nossos assuntos de lado e fazemos todo o trabalho de adaptação. Ou seja, pegamos em brinquedos, mesmo que estejam avariados, arranjamo-los e fazemos as adaptações necessárias", disse.

A iniciativa, que segundo o docente decorre desde 2006, tem uma "forte aceitação" por parte dos alunos: "Quando acaba uma série perguntam logo quando recomeçamos. Aderem e voltam sempre, para eles é um espaço de voluntariado e de alegria", apontou.

"Regra geral, são adaptados cerca de 50 brinquedos, um número bastante razoável. Nos últimos anos dependemos destas doações, porque as empresas deixaram de as fazer", disse.

Feita a adaptação, os "novos brinquedos" serão entregues a instituições que acolhem crianças especiais, enquanto os brinquedos recolhidos sem componente eletrónica serão entregues a instituições minhotas que trabalham com crianças carenciadas.

A iniciativa é levada a cabo pelos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), em cooperação com a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), a Associação de Antigos Estudantes da Universidade do Minho (AAEUM), com o apoio do Núcleo de Robótica do Departamento de Eletrónica Industrial da Universidade do Minho e o SalusLive - Centro Terapêutico.

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