O Vaticano considerou a acusação contra o padre Ramon Iturra credível e “por precaução” proibiu o sacerdote de exercer ser conhecida uma decisão final, indicou, em comunicado, a diocese de Linares, a cerca de 300 quilómetros a sul de Santiago do Chile.

Em junho de 2017, Cristian Alcaino apresentou queixa contra o padre Ramon Iturra por alegados abusos sexuais ocorridos em 1987, quando Alcaino tinha 11 anos.

A queixa foi entregue ao bispo Tomislav Koljatic, que levou o caso ao Vaticano.

Sem receber uma resposta, Alcaino entregou uma carta ao bispo Malta Charles Scicluna, que se deslocou ao Chile, em abril passado, para investigar os abusos sexuais cometidos pelo padre Fernando Karadima.

Entre maio e junho, o papa Francisco teve uma série de encontros individuais com vítimas de abusos sexuais cometidos pelo padre chileno Fernando Karadima, cujos crimes foram ocultados pela Igreja chilena.

Karadima foi condenado em 2011 pela justiça canónica a uma vida de reclusão e penitência por esses atos.

A 18 de maio, o conjunto da hierarquia da Igreja chilena apresentou a demissão a Francisco, no âmbito do enorme escândalo de pedofilia. O papa ainda não decidiu se aceita estas demissões.

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