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Venezuela: Dois camiões com ajuda foram queimados na fronteira com a Colômbia

Este artigo tem mais de um ano
Dois camiões de ajuda humanitária foram hoje incendiados numa ponte na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela, quando os militares venezuelanos bloquearam a passagem de uma caravana de quatro camiões e lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes. 
Venezuela: Dois camiões com ajuda foram queimados na fronteira com a Colômbia
Schneyder Mendoza / AFP

O líder da oposição Juan Guaidó, que está na cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com a Ureña venezuelana, culpou no Twitter o governo de Nicolás Maduro, a quem acusou de comandar um "regime usurpador".

No meio dos distúrbios na ponte de Santander, em Ureña, na fronteira com Cúcuta, a deputada da oposição Gaby Arellano disse que "eles queimaram dois dos quatro camiões".

"As pessoas a salvar a carga do camião e a cuidar da ajuda humanitária que [o presidente, Nicolás] Maduro, o ditador, ordenou que queimassem", disse Gaby aos repórteres. O departamento de migração da Colômbia confirmou a queima dos dois camiões.

Imagens de vídeo que circulam nas redes sociais mostram dezenas de pessoas a pegar em sacos e caixas de remédios dos camiões, no meio de uma grande nuvem de fumo.

"Os nossos corajosos voluntários estão a realizar uma corrente para proteger alimentos e remédios, e a avalanche humanitária é impossível de ser detida", disse Guaidó.

Os camiões estavam numa caravana de quatro veículos que tentaram entrar em Ureña, depois dos manifestantes terem rompido uma barreira de obstáculos erguida pela Guarda Nacional Venezuelana.

Militares venezuelanos dispersaram com gás lacrimogéneo centenas de manifestantes que também exigiam a entrada de cargas na ponte Simón Bolívar, que liga a cidade de San Antonio (Táchira) a Cúcuta.

O governo de Maduro ordenou na noite de sexta-feira o fecho das quatro pontes que ligam a Venezuela à Colômbia, tendo também ordenado o encerramento da fronteira com o Brasil e o tráfego marítimo e aéreo com Curaçao.

A entrada de ajuda humanitária, especialmente os bens fornecidos pelos Estados Unidos, no território venezuelano tem sido um dos temas centrais nos últimos dias do braço-de-ferro entre o autoproclamado Presidente interino, Juan Guaidó, e Nicolás Maduro.

Hoje é a data limite anunciada pelo autoproclamado Presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, para a entrada no país de 14 camiões e 200 toneladas de ajuda humanitária reunida para a Venezuela.

O Governo venezuelano tem insistido em negar a existência de uma crise humanitária no país, afirmação que contradiz os mais recentes dados das Nações Unidas, que estimam que o número atual de refugiados e migrantes da Venezuela em todo o mundo situa-se nos 3,4 milhões.

Maduro encara a entrada desta ajuda humanitária como o início de uma intervenção militar por parte dos norte-americanos e tem justificado a escassez com as sanções aplicadas por Washington.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando Juan Guaidó se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos do Presidente Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou já dezenas de mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou cerca de 3,4 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados da ONU.

Em 2016, a população da Venezuela era de aproximadamente 31,7 milhões de habitantes e no país residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

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