Segundo o jornal, que cita fonte policial, a rapariga vítima deste alegado abuso é maior do idade e já foi identificada pelas autoridades. A polícia só poderá abrir um inquérito de identificar os autores do ato depois de apresentada queixa. A vítima tem seis meses para o fazer. Trata-se de um crime semipúblico.

Fonte da PSP do Porto indicou estar a averiguar uma denúncia feita através do e-mail “de um cidadão”, que relatou o caso que foi filmado e partilhado nas redes sociais, além de ter sido divulgado pelo Correio da Manhã (CM). Entretanto, a mesma fonte disse à Lusa, esta quarta-feira, ter concluído não existir, naquela força policial, registo de qualquer queixa.

Escreve o Expresso que a Polícia Judiciária está a acompanhar o caso de perto.

A edição de quarta-feira do CM divulgou uma “alegada violação num autocarro do Porto” que, de acordo com “testemunhos e comentários que circulam em várias redes sociais, se terá passado durante a Queima das Fitas, que decorreu entre 07 e 14 de maio”.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) recebeu mais de 500 queixas sobre a divulgação do vídeo pelo Correio da Manhã, tendo informado, entretanto, que iria abrir um processo para analisar a divulgação do vídeo e que "oportunamente" iria tornar pública a decisão que viesse a adotar neste caso.

Contactado na quarta-feira pela Lusa, Otávio Ribeiro, diretor do Correio da Manhã (CM), afirmou que o jornal divulgou “um facto relevante e polémico, protegendo a identidade” dos envolvidos e assinalou que “sem notícias, não há reflexão”.

“Limitamo-nos a fazer o nosso trabalho. Trata-se de um facto relevante e polémico. Protegemos a identidade dos agentes, mas fazemos notícia. Sem notícias, não há reflexão”, disse o diretor daquele diário.

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