Bruno de Carvalho falava em Luanda, onde chegou hoje para oficializar, na terça-feira, a academia do Sporting na capital angolana.

Precisamente um ato que, disse, “também não o poderia fazer”, devido ao castigo de 113 dias de suspensão que lhe foi aplicado pelo Conselho de Disciplina da FPF, que o considerou culpado de “três infrações de lesão da honra e reputação” do anterior presidente do conselho de arbitragem, Vítor Pereira.

“Não vou deixar de representar publicamente o Sporting. É o meu sonho desde os seis anos. Não vou andar escondido a assinar documentos e a fingir que não sou presidente do Sporting, nem durante um dia, quanto mais durante quatro meses”, afirmou Bruno de Carvalho.

Embora sublinhando sempre que, no seu entender, não havia motivo para qualquer sanção, o presidente do Sporting afirmou que vai aceitar a “sanção desportiva” e não voltará ao estádio, até como forma de protesto, mas que não cumprirá a suspensão de representar o clube, por ser uma decisão “contra a Constituição, o Código Civil e o Código das Sociedades”.

“Jamais, em tempo algum, vou deixar de representar publicamente aquilo que fui eleito, de forma democrática, quer para o clube, quer para a SAD. Não tem lógica nenhuma. Há regulamentos que, nós que os temos que aplicar, temos que ter o bom senso de não o fazer”, disse ainda.

Além disso, Bruno de Carvalho queixa-se de ninguém ter explicado como se chegou a uma sanção exata de 113 dias de suspensão e que com a sua aplicação, proibindo-o de representar o clube, “alguém” foi “mais papista do que o papa”.

“Primeiro, para mim, não há lugar a castigo nenhum, mas muito mais grave é não poder representar em público o Sporting Clube de Portugal. E não me venham dizer que foram os clubes que aprovaram isto [regulamentos], porque se o aprovaram, e o Sporting também, aprovaram-no mal”, criticou.

O presidente do Sporting já anunciou anteriormente que pretende recorrer da decisão do Conselho de Disciplina até ao Tribunal Europeu se for constrangido no seu direito de se exprimir livremente na defesa dos direitos do clube.

“Há de haver alguma intervenção, porque isto não é possível. Em Portugal lutámos muito pela liberdade”, rematou.

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